O que The Prodigy tem a ver com Ciência, Tecnologia e Sociedade?


O 1º. Seminário Brasileiro de Ciência, Tecnologia e Sociedade (1º. SBCTS), promovido pelos programas de pós graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) e em Ciência Política (PPGPol) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ocorrerá entre 14 e 16 de junho de 2011 na UFSCar.

Todas as informações sobre o seminário estão disponíveis no site oficial, do qual eu retirei a seguinte apresentação:

1º. SBCTS pretende ter um caráter essencialmente plural e abarcar as diversas abordagens presentes nos estudos CTS atualmente, promovendo um diálogo que poderá esclarecer a necessidade de manutenção de determinadas fronteiras e o rompimento de outras. Os estudos CTS ajudam a promover esse tipo de debate que obviamente não se esgotará em poucas discussões, mas tende a amadurecer na medida em que os pesquisadores tenham oportunidades bem mediadas de diálogo, organizadas de forma equilibrada e inovadora.

Eu apresentarei um trabalho no dia 15 às 8h30, na Mesa-redonda 3 (Culturas contemporâneas e a produção do conhecimento), ao lado de Marko Monteiro (IG/Unicamp), Carlos Saldanha (Fiocruz) e Thales H. Novaes de Andrade (DCSo/UFSCar). Segue abaixo o resumo da minha apresentação (disponível aqui também):

Tecnologia rítmica aplicada na música eletrônica de pista: o caso “The Prodigy”: O grupo de música eletrônica dançante The Prodigy ganhou fama mundial ao longo dos anos 1990, sendo suas músicas frequentemente apontadas como especialmente “boas para dançar”. Entre 1992 e 1997, o grupo lançou três discos que fizeram grande sucesso comercial: Experience (1992); Music for the jilted generation (1994); e The fat of the land (1997). Argumento, a partir de fatos históricos, que o caráter extremamente dinamogênico de suas músicas, fartamente constatado por diversos pesquisadores e críticos, se fundamenta na aplicação e no desenvolvimento intenso e preciso de técnicas de seleção e mixagem elaboradas originalmente pelos DJs de Hip Hop de Nova Iorque do final da década de 1970 para animar suas pistas de dança. Partindo da constatação da eficácia sonoro-motora das músicas contidas nos três discos já mencionados, apresentarei uma análise formal de algumas delas em busca de padrões e regularidades sonoras formais que indiquem seus esquemas de funcionamento. Tal análise objetivará evidenciar como uma certa tecnologia rítmica foi aplicada pelo grupo The Prodigy na captura e na manutenção do movimento da dança. Esta proposta faz parte de um esforço mais amplo de compreensão operatória de processos tecnicamente mediados de associação.

Confesso que estou super curioso para ver como essa proposta vai ressoar com as demais apresentações da mesa e com o resto do evento. Será que vai dar Samba (ou, nesse caso, Breakbeat)?

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