Intuição bergsoniana

“Chamamos aqui intuição a simpatia pela qual nos transportamos para o interior de um objeto para coincidir com o que ele tem de único e, consequentemente, de inexprimível.” (Bergson 1974 [1903]. Introdução à Metafísica. In: Os Pensadores. Vol.XXXVIII. São Paulo: Abril, pp.20; itálico no original)

“O artifício desse método [intuitivo] consiste simplesmente […] em distinguir o ponto de vista do conhecimento usual ou útil e o do conhecimento verdadeiro. A duração em que nos vemos agir, e em que é útil que nos vejamos, é uma duração cujos elementos se dissociam e se justapõem; mas a duração em que agimos é uma duração na qual nossos estudos se fundem uns nos outros, e é lá que devemos fazer um esforço para nos colocar pelo pensamento no caso excepcional e único em que especulamos sobre a natureza íntima da ação” (Bergson 1999 [1939]. Matéria e memória. São Paulo: Martins Fontes, pp.217-8; itálicos no original)

A exposição mais didática do método intuitivo pelo próprio Henri Bergson parece ter sido alcançada em “Introdução à Metafísica” (originalmente publicado em 1903 na Revue de métaphysique et de morale, e depois incluído em O pensamento e o movente), e a exposição deleuziana merece ser consultada (cf. Deleuze 1999. Bergsonismo. São Paulo: Ed.34, pp.7-26, 77, 130-1).

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Uma resposta para “Intuição bergsoniana

  1. benjamin

    E como foi que o desenho do Duchamp ficou aqui?