Práticas de Diferença


Relação entre Diversidade X Continuidade e organismo-ambiente ou Prática de Diferença
Relação Ambiente-Organismo: trata-se de um recorte arbitrário e sempre relacional (a um referencial também arbitrário dessa curva) baseado na medida da qualidade de uma relação gradativa de produção de heterogenedade e continuidade (continuidade-descontinuidade / heterogeneidade-homogeneidade).
Apropriação=descontinuidade / Relação Ambiente-Organismo=Continuidade: em certa escala, e só em certa escala, a apropriação é própria do capitalismo que destaca a heterogeneidade (diversidade) construída em uma relação Ambiente-Organismo e a transforma em valor. Engloba a heterogeneidade em uma continuidade dentro de sua própria escala, onde tudo se transforma em valor. Em certo estágio da relação entre uma escala de Diversidade X Continuidade X organismo-ambiente, própria do capitalismo, e outra qualquer, a escala capitalista procura se apropriar não só das diversidade (a riqueza) constituídas nessa outra escala, mas da própria relação. Ou seja, na relação entre as escalas uma procura se apropriar não só da diversidade produzida na outra como da própria relação.
*Hipótese de que a relação Ambiente-Organismo é uma modulação de duas frequências.
*Acordo Pragmático entre diferentes ontologias
*Foco na relação organismo-ambiente e no mercado intencionando capturá-la.

Por que começa do zero nas duas coordenadas? Porque não consideramos o ambiente como dado nem organismo como dado, mas só existindo tanto um como o outro na relação. Como diria Ingold, não existe organismo sem ambiente nem ambiente sem organismo.

AUTORCIAÇÃO: Bateson, Ingold, Simondon, Donna Haraway, Strathern, Mandelbrolt, Uexküll, Gabriel Tarde, Roy Wagner, Bruno Latour, Mauro Almeida, Deleuze, Sterling, Marx

    Simondon: Tecnicidade é o grau de diferença que um ambiente comporta (o grau de diferença que um ambiente comporta é o virtual)
    Uexküll: carrapato, o desejo de subir em algo, depois o desejo de se soltar da árvore para se fixar em um mamífero. O mundo dos piolhos é composto disso. O Umwelt do carrapato é esse mundo percebido dele. Aquilo que o sistema sensoriomotor de um cachorro consegue perceber e agir sobre ele constitui seu Umwelt. Os Umwelts de diferentes seres podem se sobrepor. Quando Deleuze e Guartari tratam de etologia (Mil Platôs , vol4) eles unem essa definição sensriomotora do Umwelt de Uexkull com a ética de Espinoza (a questão de Espinoza é o que pode um corpo, o que pode sentir e fazer um corpo constitui o ambiente desse corpo)
    Gabriel Tarde: “Ninguém encomenda uma invenção” “As Leis da Imitação” (terceiro capítulo)
    Deleuze: O coração é o órgão da repetição e o cérebro é o órgão da diferença.
    Sterling: os dois valores escassos são capacidade cognitiva e tempo
    Marx: diferença quantitativa que se torna qualitativa
    D&G: último termo da relação que implica em um re-avaliação de toda a série, limiar que indica a mudança de qualidade do agenciamento.


Problemas:
1.uma curva reta como representação gráfica dessa relação é a melhor curva possível?
2.no Capitalismo, como seria essa curva, ou seja, qual seria a relação organismo-ambiente do capitalismo?
3.sabendo pensar essa curva do capitalismo, e ela sendo diferente, como seria a relação entre a curva do capitalismo e essas outras?
4.a mudança da intensidade da relação (quantidade, grau) pode ser tal que mude a qualidade (natureza) da relação?
5.Quando um organismo desdobra em algum momento da vida seu Unwelt ele é dois organismos-ambientes em um mesmo momento como se fossem dois organismos-ambientes em relação?

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