Espaço auditivo humano


A área branca (sem quadriculado) irregular (A) é uma representação estilizada do espaço auditivo humano convencional, incluindo: freqüências de 20Hz a 20kHz (e portanto excluindo os subgraves e também os ultra-sons); e intensidades que chegam de -5 a 140dB.

Sobre essa representação, foram adicionadas linhas delimitando as três faixas de freqüência (grave, média e aguda).

Além disso, foi acrescentado um um esquema ilustrativo de três espaços auditivos distintos, representados por retângulos sombreados: o espaço auditivo da música não amplificada (B), incluindo freqüências de 40Hz a 8kHz e intensidades de 20 a 100dB; o espaço auditivo da comunicação oral humana (C), incluindo freqüências de 100Hz a 6,5kHz e intensidades de 35 a 80dB; e o espaço auditivo da música eletrônica de pista (D), incluindo todas as freqüências e as intensidades de 90 a 130dB.

Vê-se nesta representação que os limites inferior (a intensidade mínima necessária para a audição) e superior (a intensidade máxima acima da qual o som passa a ser prejudicial ao aparelho auditivo) do espaço auditivo humano (A) variam de acordo com a freqüência considerada. Nota-se, assim, que um som a 4kHz é audível a uma intensidade muito menor do que um som a 100Hz, e que um som a 25Hz pode ser ouvido a uma intensidade muito maior do que um som a 4kHz sem prejuízos ao aparelho auditivo.

Vê-se também que o espaço auditivo usado pela comunicação oral humana (C) se situa predominantemente na faixa média de freqüências, e também que a área do espaço auditivo humano convencional (A) é menor na faixa grave, cujas freqüências são inaudíveis a baixas intensidades.

Vê-se ainda que, enquanto o espaço auditivo típico da música não amplificada (B) situa-se predominantemente dentro do espaço auditivo humano normal (A) e envolve o espaço auditivo usado pela comunicação oral (C), o espaço auditivo típico da música eletrônica de pista (D) situa-se predominantemente acima do limite máximo de intensidade normalmente recomendado e ocupa uma faixa muito mais extensa do espectro de freqüências (a faixa continua para além das freqüências representadas no gráfico, chegando a menos de 20Hz e a mais de 20kHz), sendo totalmente dissociado daquele da comunicação humana oral (C).

Além disso, é possível observar que a música eletrônica de pista (D) usa uma margem de variação dinâmica muito menor do que a usada pela música não amplificada (B): 50dB de variação no caso da música eletrônica; 80dB no caso da música não amplificada.

Fontes: baseado em gráficos e dados encontrados em:
BRÜEL & KJAER. 1984. Measuring Sound. BR 0047-13. Denmark: Brüel & Kjaer.
__________. 1998. “Basic Frequency Analysis of Sound” Brüel & Kjaer Lecture Note BA 7669-11.
EVEREST, F. Alton. 2001. The Master Handbook of Acoustics. New York: McGraw-Hill.
LEVENTHALL, Geoff. 2003. A Review of Published Research on Low Frequency Noise and its Effects. London: Defra Publications.
OLSON, Harry F. 1967. Music, Physics and Engineering. New York: Dover.
SCHAFER, Raymond Murray. 2001. A afinação do mundo. São Paulo: Editora Unesp. [1977]
STEVENS, S.S. e WARSHOFSKY, Fred. 1968. Som e Audição. Bibliteca Científica Life. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora.

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