O trabalho metropolitano e o levante da multidão

Na próxima sexta-feira, dia 09/08/2013 às 14h, participarei, junto com meus colegas Josué Pereira e Sílvio Camargo, de debate com o Cientista Político da UFRJ Giuseppe Cocco. Espero poder aproveitar a oportunidade para perguntar o que ele acha das “digital humanities” e do uso analítico que laboratórios como o Labic e o MediaLab estão fazendo de redes sociais. Em uma entrevista recente, Cocco falou um pouco sobre o tema que propôs para o debate:

As redes que protestam e se constituem nas ruas de Madri, Lisboa, Roma, Atenas, Istambul, Nova York e agora de todas as cidades brasileiras são formadas pelo trabalho imaterial: estudantes, universitários, jovens precários, imigrantes, pobres, índios, ou seja a composição heterogênea do trabalho metropolitano. Não por acaso, por um lado, uma de suas formas principais de luta foi a “acampada” ou o “occupy” e, por outro, os levantes turco e brasileiro tiveram como estopim a defesa das formas de vida da multidão do trabalho metropolitano: a defesa do parque contra a especulação imobiliária (a construção de um shopping) em Istambul, e a luta contra o aumento do custo dos transportes, no caso do Brasil. (Giuseppe Cocco 2013 IHU)

A imagem do cartaz é “Introduction: Paragraph 6“, da série Diagrams for Deleuze & Guattari’s A Thousand Plateaus, de Marc Ngu. Quando publicada no primeiro número da revista canadense Inflexions (2008), a obra teve como legenda: “Semiotic chains of every nature are connected to very diverse modes of coding .. that bring into play not only different regimes of signs but also states of things of differing status. ‘Collective assemblages of enunciation function directly within machinic assemblages; it is not impossible to make a radical break between regiments regimes of signs and their objects. … A rhizome ceaselessly establishes connections between semiotic chains, organizations of power, and circumstances relative to the arts, sciences, and social struggles. (Rhizome, page 7)” O “trabalho” (palavra carregada neste post) do artista continua aqui.

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