O que pode um laboratório? Sentidos e especificidades da etnografia no estudo sócio-antropológico da prática científica (ESOCITE/4S – 2014)

Temos o prazer de convidar pesquisadores envolvidos com o estudo sócio-antropológico de laboratórios e práticas científicas para submeter trabalhos para o painel 60. O que pode um laboratório? Sentidos e especificidades da etnografia no estudo sócio-antropológico da prática científica, do congresso conjunto da Sociedade Latino-americana de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESOCITE) e da Society for Social Studies of Science (4S), a ser realizado entre os dias 20 a 23 de Agosto de 2014 em Buenos Aires, Argentina. A submissão de trabalhos deverá ser feita no site do Congresso (http://convention2.allacademic.com/one/ssss/4s14/) até o dia 3 de março de 2014. Mais informações sobre o Congresso podem ser encontradas no site da 4S (http://www.4sonline.org/meeting). Segue abaixo a proposta do painel. Divulguem!

O que pode um laboratório? Sentidos e especificidades da etnografia no estudo sócio-antropológico da prática científica
Organizadores: Daniela Manica (IFCS/UFRJ), Pedro P. Ferreira (IFCH/Unicamp)
Um dos marcos mais conhecidos sobre o surgimento das etnografias de laboratório foi a publicação de A Vida de Laboratório em 1979, resultado de uma etnografia realizada por Bruno Latour no Salk Institute entre 1975 e 1977. Ali, Latour e Woolgar mostraram a importância da contribuição antropológica para o estranhamento e relativização de muitos pressupostos ainda dominantes na filosofia da ciência, permitindo ao etnógrafo acompanhar práticas de laboratório como quem acompanha o cotidiano de uma sociedade que não é a sua. Curiosamente, ao mesmo tempo em que se voltou para os laboratórios científicos, a etnografia passou a ser abertamente revista pela Antropologia, inclusive no que se refere aos seus pressupostos espaço-temporais definidores do “campo”. Nas palavras de Latour e Woolgar: “A grande diferença entre a etnografia clássica e a das ciências reside no fato de que o campo da primeira confunde-se com um território, enquanto o da segunda toma a forma de uma rede.” Cabe, mais de 3 décadas depois, perguntar: “se” e “como” essa diferença pode ser desempenhada em cada contexto por cada pesquisador, e quais os efeitos disso? Partindo de pesquisas que envolvam o universo dos laboratórios e das tecnociências, e em diálogo com a teoria ator-rede, propomos neste painel promover um debate acerca dos sentidos e especificidades da etnografia no estudo sócio-antropológico da prática científica.

We are pleased to invite researchers involved in the socio-anthropological study of scientific practices and laboratories to submit papers to the panel 60 The powers of the laboratory. Meanings and specificities of Ethnography in the socio-anthropological study of scientific practice, of the ESOCITE/4S joint Conference, to be held in Buenos Aires, Argentina, August 20-23rd, 2014. Submissions must be made at the Conference website (http://convention2.allacademic.com/one/ssss/4s14/), up until March 3, 2014. More information about the conference may be found at the 4S website (http://www.4sonline.org/meeting). The panel proposal follows below. Please spread!

The powers of the laboratory. Meanings and specificities of ethnography in the socio-anthropological study of scientific practice
Organizers: Daniela Manica (IFCS/UFRJ) and Pedro Ferreira (IFCH/Unicamp).
One of the best known landmarks for the emergence of laboratory ethnographies was the publication of Laboratory Life in 1979, resulting from Bruno Latour’s ethnography at the Salk Institute. In that book, Latour and Woolgar demonstrated the relevance of the anthropological contributions to the denaturalization and relativization of many of the still dominant assumptions in the Philosophy of Science, which allowed the ethnographer to experience laboratory practices as he would experience the daily life of an unfamiliar social group. Interestingly, as it turned to the study of scientific laboratories, ethnography also became openly questioned by Anthropology, among other things because of its assumptions regarding the spatio-temporal definition of the “field”. In the words of Latour and Woolgar: “The big difference between classical ethnography and the ethnography of science lies in the fact that the field of the first overlaps with the territory, while that of the second takes the form of a network.” We could ask, more than 3 decades later, “if” and “how” this difference can be performed in each context by each researcher, and what its effects are. Taking as point of departure research involving laboratories and the technosciences, and in dialogue with Actor-Network Theory, we propose in this panel to promote a debate about the meanings and specificities of ethnography to the socio-anthropological study of scientific practice.

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Uma resposta para “O que pode um laboratório? Sentidos e especificidades da etnografia no estudo sócio-antropológico da prática científica (ESOCITE/4S – 2014)

  1. Pedro,
    tive um trabalho aprovado para o painel que você coordena no ESOCITE/4S – 2014. O painel foi desdobrado em duas sessões no sábado dia 23/08, às 8:30-10:30 e 11:00-13:00, sendo o meu trabalho programado como o penultimo da segunda sessão. No entanto, houve um problema da companhia aérea com o meu voo de retorno, que foi reprogramado para as 15:00, o que torna inviável a minha apresentação como programada. Não há vaga no voo de domingo, na segunda retomo as aulas na universidade. Então pergunto: existe alguma chance de remanejamento dentro da sessão ou com a sessão anterior? Obrigado pela sua atenção à questão, se possível me confirme por email. Um abraço,