Por uma antropologia não antropocêntrica

Participo das Reuniões de Antropologia da Ciência e da Tecnologia (ReACTs) desde a sua segunda edição, na FAFICH/UFMG (Belo Horizonte-MG), em 2009, quando apresentei uma pesquisa preliminar sobre a agência do câmbio do carro. Em 2011 participei da III ReACT, na UnB (Brasília-DF), apresentando o início de uma pesquisa que continuo desenvolvendo até hoje, sobre a reticulação do meio urbano pelo skate. Em 2013 organizei, junto com Daniela Manica (UFRJ) e Marko Monteiro (Unicamp), a IV ReACT, no IFCH/Unicamp (Campinas-SP). Em 2015 participei da V ReACT, realizada na UFRGS (Porto Alegre-RS), com uma fala sobre a especificidade dos “objetos científicos”. Agora estamos caminhando rumo à VI ReACT, que será realizada entre os dias 16 e 19 de maio de 2017 na USP (São Paulo-SP). Ainda não sei como participarei dessa reunião, mas certamente estarei lá.
Informações sobre as ReACTs anteriores podem ser encontradas no site da Rede de Antropologia da Ciência e da Tecnologia. Sobre a próxima edição, melhor visitar o seu site específico, onde também estão sendo realizadas as submissões de trabalho. Segue abaixo o inspirado mote da reunião:

null“Coevoluções, codependências, co-respondências. Enredamentos e emaranhamentos. Cruzamentos simbióticos e fazimentos recíprocos desde a origem. Pensar-agir por fragilidade e hesitação, aprender por incertezas, morar no perigo. Realinhar alianças. Mas outros outros: plantas e animais, terras e atmosferas, rios e oceanos, técnicas e objetos. E humanos que nunca foram senão humanos-no-cosmos. Outros pactos e alianças. Redistribuir a palavra, pensar o pensamento: o mundo sob insuspeitado concerto. ”A ciência vencerá”, diz o antigo brasão. Mas quem mesmo será vencido? – pergunta que urgentemente se renova. Ecologia e política instaladas ali ”onde os anjos temem pisar”. Como agora saber viver-entre? Como entre-morrer?

Acorçoar-se, reagir. Pós-disciplinar praticante, a VI ReACT quer seguir valendo-se da (in)vocação da dúvida, abrir-se para aquém e além da antropologia que tão mal descansa em sua originalmente obsoleta unidade de análise. Mas outras pertinências, participações, pertencimentos. Outros possíveis, outros nós. Por uma antropologia não antropocêntrica. Entre-reagiremos.”

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