A pandemia como informação


O ano de 2020 fechou, para mim, com a publicação do texto “Entre vírus e devires: a pandemia como informação“, no número 19 da revista ClimaCom. Comecei a escrever esse texto no início da pandemia, em março, com o post “entre vírus e devires“, e fui amadurecendo ele ao longo do ano, até chegar na versão publicada. A figura acima, “um rizoma para o coronavírus”, é o ponto de chegada do artigo. Não vou tentar explicá-la, até porque a função dela é complicar. É minha contribuição para esse nosso lindo esforço coletivo de pensar a pandemia, aprender com o vírus, aproveitar esta crise como uma oportunidade de transformação. Um nós bem seleto, é verdade, principalmente no Brasil, como indica o seguinte trecho do texto de abertura (Diagnóstico) des editores do número, Kris Herik de Oliveira e Daniela T. Manica:

No Brasil, a necropolítica colonial, fascista e neoliberal foi atualizada pela atual pandemia: as desigualdades socioeconômicas evidenciadas, políticas sociais tardaram, e, quando chegaram, falharam. Trabalhadoras e trabalhadores foram instados ao trabalho e ao risco de morte, porque as “atividades essenciais” e a “economia” não podiam parar. O novo coronavírus poderia ter sido um vetor para a redefinição do que conta como essencial, um motivo para começarmos, como coletivos humanos e mais-que-humanos, a construir uma relação menos destrutiva entre nós. Poderá vir a ser? Por ora, foi convertido, alistado para o extermínio genocida e ecocida que pauta a agenda política dominante.

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