Antropologia (Geografia)

Programa de Ensino
Instituição: Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)
Curso: Geografia
Ano letivo: 2010
Período:
Disciplina: Antropologia
Aulas: Quarta-feira das 15h às 17h na sala V310. (Feriados)
Carga horária total: 30h
Ementa: Noções fundamentais da Antropologia. Natureza e cultura. Antropologia e organização social. Multiculturalismo. As interpretações antropológicas da cultura e da sociedade no Brasil.
Objetivo geral: Entrar em contato com a perspectiva antropológica sobre os fenômenos, destacando aqueles pertinentes à área da Geografia.

::::::::::CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:.

Esta disciplina pretende:

  • Apresentar as principais correntes de pensamento antropológico desde o surgimento da disciplina no século XIX até a contemporaneidade.
  • Refletir sobre as possíveis implicações, para o campo da Geografia, da maneira como a Antropologia lida com a questão do tempo e do espaço, destacando a relação espaço-lugar.
  • .
    ::::::::::SISTEMA DE AVALIAÇÃO:.
    Relatórios: Cada aluno(a) deverá fazer cinco relatórios de aula ao longo do semestre. Cada relatório terá nota entre zero (mínima) e um (máxima).
    Seminários: Cada aluno(a) deverá integrar um grupo para apresentar um seminário no final do semestre. O seminário consistirá na apresentação de um texto a ser combinado com o professor. Cada aluno(a) receberá uma nota entre zero (mínima) e cinco (máxima) pelo seu desempenho no seminário.
    Nota final: A nota final será calculada somando as notas obtidas nos relatórios de aula com a nota obtida no seminário. Alunos(as) que não atingirem a nota final 7 na disciplina poderão realizar uma prova suplementar.

    ::::::::::BIBLIOGRAFIA BÁSICA:.
    CASTRO DE OLIVEIRA, Bernadete. 2006. Nhandekuery – Nossa gente: o tempo da aldeia no espaço da metrópole. In: Anna F.A. Carlos e Ariovaldo Umbelino de Oliveira (orgs.). Geografias das metrópoles. São Paulo: Contexto, pp.91-131.
    CERTEAU, Michel de. 2008. Práticas de espaço. In: A invenção do cotidiano 1. Artes de fazer. (trad. Ephraim F. Alves) Petrópolis: Vozes, pp.167-217.
    CLAVAL, Paul. 2006. As abordagens da Geografia Cultural. (trad. Paulo C.C. Gomes) In: Iná Elias de Castro, Paulo C.C. Gomes e Roberto L. Corrêa (orgs.). Explorações geográficas: percursos no fim do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, pp.89-117.
    CORRÊA, Roberto L. 2005. A dimensão cultural do espaço: alguns temas. In: Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, pp.287-302.
    CORRÊA, Roberto L. e ROSENDHAL, Zeny (orgs.). Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
    DAMATTA, Roberto. 1987. A Antropologia no quadro das ciências. In: Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro: Rocco, pp.17-85. (*)
    DOMINGUES, José M. 2004. A dimensão espaço-temporal dos sistemas sociais. In: Ensaios de Sociologia: teoria e pesquisa. Belo Horizonte: Editora UFMG, pp.65-84.
    DURKHEIM, Émile. 1996. Objeto da pesquisa: Sociologia religiosa e teoria do conhecimento. In: As formas elementares da vida religiosa: o sistema totêmico na Austrália. (trad. Paulo Neves) São Paulo: Martins Fontes, pp. V-XXVII.
    GOMES, Mércio P. 2008. Antropologia: ciência do homem, filosofia da cultura. São Paulo: Contexto. [Primeiro capítulo disponível na Internet]
    GOMES, Paulo C.C. 2006. A condição urbana: ensaios de Geopolítica da cidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
    GREGORY, Derek. 1996. Teoria social e Geografia Humana. In: Derek Gregory, Ron Martin e Graham Smith (orgs.). Geografia Humana: sociedade, espaço e Ciência Social. (trad. Mylan Isaack) Rio de Janeiro: Zahar, pp.90-122.
    LEFEBVRE, Henri. 2001. O direito à cidade. (trad. Rubens E. Frias) São Paulo: Centauro.
    LÉVI-STRAUSS, Claude. 2008. A ciência do concreto. In: O pensamento selvagem. (trad. Tânia Pellegrini) Campinas: Papirus, pp.15-49. (*)
    HARVEY, David. 2008. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. (Trad. Adail U. Sobral e Maria S. Gonçalves) São Paulo: Loyola.
    ROSENDAHL, Zeny. 2006. O sagrado e o espaço. In: Iná Elias de Castro, Paulo C.C. Gomes e Roberto L. Corrêa (orgs.). Explorações geográficas: percursos no fim do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, pp.119-53.
    SANTOS, Milton e SILVEIRA María L. 2008. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record.

    ::::::::::BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:.
    ADAMS, Paul C. 1995. A reconsideration of personal boundaries in space-time. Annals of the Association of American Geographers 85(2):267-85.
    AUGÉ, Marc. 1994. Não-lugares: introdução a uma Antropologia da supermodernidade. (trad. Maria L. Pereira) Campinas: Papirus.
    CARDOSO DE OLIVEIRA, Luís R. 1993. As categorias do entendimento humano e a noção de tempo e espaço entre os Nuer. Série Antropologia 137, UnB.
    DELALEX, Gilles. 2008. Do fluxo ao lugar. Nada 11:101-13.
    EVANS-PRITCHARD, Edward E. 1975. Antropologia Social. In: Alba Z. Guimarães (sel.). Desvendando máscaras sociais. (trad. Olga Lopes da Cruz) Rio de Janeiro: Francisco Alves, pp.223-44.
    __________. 1978. Tempo e espaço. In: Os Nuer: uma descrição do modo de subsistência e das instituições políticas de um povo nilota. (trad. Ana M.G. Coelho) São Paulo: Perspectiva, pp.107-50.
    GELL, Alfred. 1992. Chrono-geography. In: The Anthropology of time: cultural constructions of temporal maps and images. Oxford: Berg, pp.190-205.
    GONZAGA DE MELLO, Luís. 2002. Antropologia Cultural: iniciação, teoria e temas. Petrópolis: Vozes.
    GRAHAM, Stephen. 1998. The end of Geography or the explosion of place? Conceptualizing space, place and information technology. Progress in Human Geography 22(2):165-85.
    HIRSCH, Eric. 1995. Landscape: between place and space. In: Eric Hirsch e Michael O’Hanlon (eds.). The Anthropology of Landscape: perspectives on place and space. Oxford: Clarendon Press, pp.1-30.
    INGOLD, Tim. 2000. Hunting and gathering as ways of perceiving the environment. In: The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge, pp.40-60.
    __________. 2000. Part II: Dwelling. In: The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge, pp.153-242.
    __________. 2003. A evolução da sociedade. In: A.C. Fabian (org.). Evolução: sociedade, ciência e universo. Bauru: EDUSC, pp.107-31.
    LAPLANTINE, François. 2003. Aprender Antropologia. (trad. Marie-Agnés Chauvel) São Paulo: Brasiliense.
    LARAIA, Roque de Barros. 2005. Da ciência biológica à social: a trajetória da Antropologia no século XX. Habitus 3(2):321-45.
    LATOUR, Bruno. 1994. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. (trad. Carlos Irineu da Costa) São Paulo: Ed.34.
    LÉVI-STRAUSS, Claude. 2008. A crise moderna da Antropologia.Correio da Unesco5.
    __________. 2008. Primitivos?.Correio da Unesco5.[1951]
    LITTLE, Paul E. 2002. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma Antropologia da territorialidade. Série Antropologia 322, UnB.
    MAUSS, Marcel. 2003. Ensaio sobre as variações sazonais das sociedades esquimós: estudo de morfologia social. In: Sociologia e Antropologia. (trad. Paulo Neves) São Paulo: Cosac & Naify, pp.425-505.
    NERY, Paulo R.A. 1998. Viagem, passeio, turismo: estudo comparado do deslocamento como valor. Tese de Doutorado em Antropologia Social. Rio de Janeiro: PPGAS-Museu Nacional/UFRJ
    ORTIZ, Renato. 1999. Espaço e territorialidade. In: Um outro território: ensaios sobre a mundialização. São Paulo: Olho d’Água, pp.45-65.
    PARKES, Don e THRIFT, Nigel. 1979. Time spacemakers and entrainment. Transactions of the Institute of British Geographers 4(3):353-72.
    PATERSON, Mark. 2009. Haptic Geographies: ethnography, haptic knowledges and sensuous dispositions. Progress in Human Geography 33(6):766-88.
    ROWE, John H. 1965. The Renaissance foundations of Anthropology. American Anthropologist 67:1-20.
    SANTOS, Milton. 2000. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. São Pauto: Record.
    VALPASSOS, Carlos A.M. 2006. Quando a lagoa vira pasto: um estudo sobre os conflitos em torno das diferentes formas de apropriação e concepção dos espaços marginais da Lagoa Feia – RJ. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Niterói: PPGA-ICHF/UFF.
    VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo B. 2002. O conceito de sociedade em Antropologia. In: A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, pp.295-316. (*)

    =>OBS. 1: Os livros da “Bibliografia Básica” fazem parte do acervo da Biblioteca da Unifal.
    =>OBS. 2: Os textos marcados com asterisco (*) já foram disponibilizados na minha pasta no xerox.

    ::::::::::CRONOGRAMA:.
    03/03 – Aula: Apresentação do programa de ensino.
    10/03 – Aula: Introdução à Antropologia.
    17/03 – Aula: Introdução à Antropologia.
    24/03 – Trabalho: formar grupos de seminário e enviar nomes para email do professor. Começar a pesquisar textos para apresentar no seminário.
    31/03 – Trabalho: enviar proposta de seminário (formulário a ser enviado para os alunos) para o email do professor.
    07/04 – Aula: Revisão.
    14/04 – Aula: Revisão.

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