Educação e Sociedade (2S2017)

Instituição: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Curso: Graduação em Ciências Sociais.
Ano letivo: 2017.
Período: 2º.
Disciplina: HZ359-A – Educação e Sociedade
Aulas: Sexta-feira das 8h às 12h – Sala IH06.
Carga horária total: 120h.
Créditos: 8.

PROGRAMA
A disciplina consistirá em debates e atividades envolvendo temas ligados aos aspectos sociais e sociológicos da educação formal e não formal, assim como de aspectos políticos, cognitivos e técnicos do aprendizado. Esses debates e atividades serão realizados à luz de leituras selecionadas, e com a presença de pesquisadores convidados que trabalhem com os temas abordados. O objetivo da disciplina será estimular a reflexão, por parte do estudante, sobre três pontos principais: (1) a educação em geral, em que ela consiste e como lidar com o tema como professor e como sociólogo (aulas 2 e 3); (2) a educação nas instituições escolares, suas especificidades e problemas (aulas 4 a 8); (3) a participação das tecnologias da informação e da comunicação na prática educacional (aulas 9 a 13).

PLANO DE DESENVOLVIMENTO
A disciplina se iniciará com um debate sobre a educação em geral, entendida como parte de um processo mais amplo, não apenas de socialização em grupos específicos, mas também de criação e invenção de novas mediações (técnicas, corporais, cognitivas) em processos de associação. A importância, assim como os limites, do esforço para institucionalizar e mensurar esse processo, serão debatidos.

As instituições escolares serão abordadas em seguida, com debates em torno de suas especificidades e problemas. O que muda no processo educativo quando ele se institucionaliza? O que acontece com essa instituição ao longo da história? Quais são suas especificidades e problemas atuais para nós, sociólogos brasileiros em 2017?

Como desenvolvimento dos debates anteriores, a agência específica das mediações técnicas (da arquitetura física da escola às tecnologias da informação) será debatida a partir de casos concretos, mas também à luz de leituras selecionadas.

As últimas duas aulas consistirão na apresentação presencial, em sala de aula, dos trabalhos finais dos estudantes.

AVALIAÇÃO
Existem 3 itens de avaliação nesta disciplina:

(1) Presença em sala de aula: Registro de presença em sala de aula. Estudantes com mais de 4 faltas serão reprovados.

(2) Fichamento: Cada estudante deverá entregar, via MOODLE, até o dia 01/12, um fichamento de algum texto da bibliografia complementar. Esta é uma atividade obrigatória da disciplina. Estudantes que não entregarem nenhum fichamento terão 1 (um) ponto descontado da sua Média Final.

(3) Apresentação de trabalho final: Cada estudante deverá realizar uma apresentação presencial, em sala de aula, ao final do semestre. Esta apresentação deverá ter relação com o conteúdo da disciplina, e poderá ser realizada em qualquer formato possível. Tanto o tema quanto o formato da apresentação deverão ser definidos em comum acordo com o professor.

A Média Final de cada estudante corresponderá, assim, à sua nota na (3) Apresentação de trabalho final, que poderá ser diminuída em 1 (um) ponto no caso de estudantes que não entregarem nenhum (2) Fichamento.

EXAME: Caso algum estudante não obtenha média final suficiente para aprovação (i.e.: 5, cinco), poderá solicitar um exame para tentar melhorar sua nota (é de responsabilidade do estudante a iniciativa de solicitar esse exame).

SOBRE PLÁGIO: Plágio consiste na cópia de texto escrito por outrem sem indicação clara e citação da fonte original. A realização de plágio (total ou parcial) por parte do estudante em qualquer trabalho apresentado resultará na obtenção de nota zero.

SOBRE FALTAS: Seguindo a regulação da DAC, será reprovado o estudante que exceder o limite máximo de 4 faltas (25% da carga horária). A presença em sala de aula será registrada pelo próprio estudante (com nome e RA) em lista disponibilizada durante cada aula. A não assinatura da lista em qualquer aula resultará no registro de falta. A assinatura por outra pessoa que não o próprio estudante resultará em falta. Cabe ao estudante certificar-se de que assinou a lista de presença em todas as aulas presenciadas (ou seja: não serão abonadas faltas devidas ao “esquecimento” de assinar a lista de presença). Só serão abonadas faltas justificadas diretamente ao professor responsável e com apresentação de documentação comprobatória ou atestado.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ABBOTT, Edwin A. 2002. Planolândia: um romance de muitas dimensões. (Trad. Leila de S. Mendes) São Paulo: Conrad. [1884]
ANONIMO. 2005. Educando. Etimologia no Maternal 6. Origem das Palavras. Disponível em: http://origemdapalavra.com.br/site/artigo/educando/.

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia complementar abaixo foi dividida nos seguintes 5 grupos temáticos:
1. DIMENSÕES, VARIÁVEIS, CARTOGRAFIA
2. EDUCAÇÃO
3. APRENDIZADO, COGNIÇÃO e TÉCNICA
4. INSTITUIÇÃO ESCOLAR
5. MICROPOLÍTICA EDUCACIONAL

1.DIMENSÕES, VARIÁVEIS, CARTOGRAFIA

ABBOTT, Edwin A. 2002. Planolândia: um romance de muitas dimensões. (Trad. Leila de S. Mendes) São Paulo: Conrad. [1884]
ANDREASEN, Karen E.; RASMUSSEN, Annette; YDESEN, Christian. 2013. Standardized testing. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.2. Los Angeles: Sage, pp.736-9.
BERGSON, Henri. 1984. Introdução à metafísica. (Trad. Franklin Leopoldo e Silva) In: Cartas, conferências e outros escritos. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, pp.11-39. [1903]
BLOOM, Benjamin S. 1980. The new direction in educational research: alterable variables. The Journal of Negro Education 49(3):337-49.
DELEUZE, Gilles. 1997. O que as crianças dizem. (Trad. Peter Pál Pelbart) In: Crítica e clínica. São Paulo: Ed.34, pp.73-9. [1993]
DUHIGG, Charles. 2012. Como a Target sabe o que você quer antes que você saiba. (Trad. Rafael Mantovani) In: O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Rio de Janeiro: Objetiva, pp.195-225.
HATTIE, John; TIMPERLEY, Helen. 2007. The power of feedback. Review of Educational Research 77(1):81-112.
HERITAGE, Margaret. 2007. Formative assessment: what do teachers need to know and do? Phi Delta Kappan 89(2):140-5.
LATOUR, Bruno. 2004. Redes que a razão desconhece: laboratórios, bibliotecas, coleções. (Trad. Marcela Mortara) In: André Parente (org.). Tramas da rede: novas dimensões filosóficas, estéticas e políticas da comunicação. Porto Alegre: Sulina, pp.39-63.
__________. 2010. Tarde’s idea of quantification. In Matei Candea (Ed.). The social after Gabriel Tarde: debates and assessments. London: Routledge, pp.145-62.
LÉVI-STRAUSS, Claude. 1989. A ciência do concreto. (Trad. Tânia Pellegrini) In: O pensamento selvagem. Campinas: Papirus, pp.15-49. [1962]
SIMONDON, Gilbert. 2012. Os limites do progresso humano. (Trad. Christian P. Kasper) Alegrar 10. [1959]
SOROKIN, Pitirim. 1961. Espaço social, distância social e posição social; O tempo sócio-cultural: características preliminares do tempo sócio-cultural. In: Octavio Ianni; Fernando H. Cardoso (eds.). Homem e sociedade: leituras básicas de sociologia geral. São Paulo: Companhia Editora Nacional, pp.233-46. [1927; 1943]
STIGGINS, Rick; DUFOUR, Rick. 2009. Maximizing the power of formative assessments. Phi Delta Kappan 90(9):640-4.
TOENNIES, Ferdinand. 1971. Statistics and sociography. In: On Sociology: pure, applied, and empirical. Chicago: The University of Chicago Press, pp.235-40. [1929]
TUMMONS, Jonathan. 2013. Curriculum standardization. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.2. Los Angeles: Sage, pp.171-5.

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2.EDUCAÇÃO

ANONIMO. 2005. Educando. Etimologia no Maternal 6. Origem das Palavras. Disponível em: http://origemdapalavra.com.br/site/artigo/educando/.
BOGUE, Ronald. 2004. Search, swim and see: Deleuze’s apprenticeship in signs and pedagogy of images. Educational Philosophy and Theory 36(3):328-42.
FERNANDES, Florestan. 1976. Aspectos da educação na sociedade tupinambá. In: Egon Schaden (org.). Leituras de etnologia brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional, pp.63-86.
MONTEIRO, Aline V. 2012. Simondon e a possibilidade de uma visão ontológica da educação contemporânea. Informática na Educação: Teoria e Prática 15(1):171-85.
PENTEADO, Heloísa D. 2002. O agir comunicacional. In: Comunicação escolar: uma metodologia de ensino. São Paulo: Salesiana, pp.41-7.
RUSSELL, Cambria D. 2013. Functionalist theory of education. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.292-4.
SAVIANI, Dermeval. 1984. Sobre a natureza e especificidade da educação. Em Aberto 22:0-7.
SEMETSKY, Inna. 2006. Becoming – child. In: Deleuze, education and becoming. Rotterdam: Sense, pp.105-23.
__________. 2007. Towards a semiotic theory of learning: Deleuze’s philosophy and educational experience. Semiotica 164(1/4):197-214.
VITEBSKY, Piers. 2001. Auxiliares e professores. In: O xamã: viagens da alma, transe, êxtase e cura desde a Sibéria ao Amazonas. (Trad. Alfonso C. Teixeira) Köln: Taschen, pp.66-9.
WORSLEY, Peter. 1979. Education. In: Introducing Sociology. Harmondsworth: Penguin, pp.210-72.

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3.APRENDIZADO, COGNIÇÃO e TÉCNICA

BANZI, Massimo; SHILOH, Michael. 2015. Getting started with Arduino. Sebastopol: Maker Media.
BATESON, Gregory. 1987. Social planning and the concept of deutero-learning; The logical categories of learning and communication. In: Steps to an ecology of mind: collected essays in Anthropology, Psychiatry, Evolution, and Epistemology. Northvale: Jason Aronson, pp.159-76; 279-308. [1942; 1964]
BROLEZZI, Antonio C. 2014. Empatia na relação aluno/professor/conhecimento. Encontro: Revista de Psicologia 17(27):123-31.
COMSTOCK, Edward. 2013. Constructivism. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.150-2.
CONDON, William S.; SANDER, Louis W. 1974. Synchrony demonstrated between movements of the neonate and adult speech. Child Development 45:456-62.
CONOLE, Grainne; DYKE, Martin. 2004. What are the affordances of information and communication technologies? ALT-J, Research in Learning Technology 12(2):113-24.
CRARY, Jonathan. 2001. Modernity and the problem of attention. In: Suspensions of perception: attention, spectacle, and modern culture. Cambridge: The MIT Press, pp. 11-79.
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DUARTE, Newton. 2001. Considerações finais: afinal, qual o sentido de se estudar Vigotski hoje? In: Vigotski e o “aprender a aprender”: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. Campinas: Autores Associados, pp.340-5.
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SCHWARTZ, Daniel L.; CHASE, Catherine; CHIN, Doris B.; OPPEZZO, Marily; KWONG, Henry; OKITA, Sandra; BISWAS, Gautam; ROSCOE, Rod; JEONG, Hogyeong; WAGSTER, John. 2009. Interactive metacognition: monitoring and regulating a teachable agent. In: Douglas J. Hacker; John Dunlosky; Arthur C. Graesser (eds.). Handbook of metacognition in education. New York: Routledge, pp.340-58.
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4.INSTITUIÇÃO ESCOLAR

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CALARCO, Jessica M. 2013. Classroom interactions: teachers and students. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.123-5.
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COBB, Jessica S. 2013. Social status of teachers. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.2. Los Angeles: Sage, pp.718-9.
DURKHEIM, Émile. 2011. Educação e sociologia. (Trad. Stephania Matousek) Petrópolis: Vozes. [1922]
FERNANDES, Florestan. 1971. O dilema educacional brasileiro. In: Ensaios de Sociologia Geral e Aplicada. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, pp.192-219.
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JENCKS, Christopher et al. 1979. Education and equality. In: Peter Worsley (ed.). Modern Sociology: introductory readings. Harmondsworth: Penguin, pp.221-6. [1972]
KEDDIE, Neil. 1979. Classroom knowledge. In: Peter Worsley (ed.). Modern Sociology: introductory readings. Harmondsworth: Penguin, pp.283-99. [1971]
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OVINK, Sarah M. 2013. College proximity. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.135-6.
POMPEU, Renato, 2013. Ensino público visto por dentro. Caros Amigos 64:21-3.
PRIMI, Lilian. 2013. O novo professor, por José Pacheco. Caros Amigos 64:24-7.
SAVIANI, Dermeval. 1999. Escola e democracia: teorias da educação,
curvatura da vara, onze teses sobre educação e política.
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SCHWARTZMAN, Simon. 2005. Os desafios da educação no Brasil. (Trad. Ricardo Silveira) In: Colin Brock; Simon Schwartzman (orgs.). Os desafios da educação no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, pp.9-49.
WIESER, Clemens. 2013. Classroom dynamics. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.122-3.

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5.MICROPOLÍTICA EDUCACIONAL

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AURINI, Janice. 2013. Summer setback. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.2. Los Angeles: Sage, pp.755-7.
BADUE, Ana F.B.; CHMIELEWSKA, Danuta. 2011. Controle social na alimentação escolar. São Paulo: Instituto Kairós.
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BECKER, Howard. 1999. Whose side are we on? In: Alan Bryman; Robert G. Burgess (eds.). Qualitative Research. Vol.IV. London: Sage, pp.33-43. [1967]
BRODIE, Kristen. 2013. Hidden curriculum. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.351-3.
BRUNO, Fernanda. 2013. Individualização algorítmica. In: Máquinas de ver, modos de ser: vigilância, tecnologia e subjetividade. Porto Alegre: Sulina, pp.161-9.
CALARCO, Jessica M. 2013. Teacher expectations. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.2. Los Angeles: Sage, pp.773-7.
DELEUZE, Gilles. 1992. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: Conversações 1972-1990. (Trad. Peter P. Pelbart) Rio de Janeiro: Ed.34, pp.219-26. [1990]
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ROBERT, Sarah A.; SWAWELL, Katy. 2013. Field trips. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.1. Los Angeles: Sage, pp.284-5.
SAVIANI, Dermeval. 2009. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação 14(40):143-55.
VADEBONCOEUR, Jennifer A.; KADY, Hitaf R. 2013. Student roles in the classroom. In: James Ainsworth. (ed.). Sociology of education: an A-to-Z guide. Vol.2. Los Angeles: Sage, pp.744-5.
VIEIRA DA SILVA, Mariza. 1998. História da alfabetização no Brasil: a constituição de sentidos e do sujeito da escolarização. Tese de Doutorado em Linguística. Campinas: Instituto de Estudos da Linguagem. Universidade Estadual de Campinas.
WOODS, Peter. 1986.Ethnography and the teacher. In: Inside schools: ethnography in educational research. London: Routledge, pp.1-15.

CRONOGRAMA
AULA 01 – Dia 04/08: Apresentação: Apresentação da disciplina, do professor e dos estudantes.

AULA 02 – Dia 11/08: Educação: O que é a “educação”? Em que consiste? Como funciona? O que ela tem a ver com outras noções como “aprendizado”, “ensino”, “formação”? Tentativa de construção de uma concepção provisória, mas operante, de “prática educativa”.Leitura obrigatória: Anônimo (2005).

AULA 03 – Dia 18/08: Educação: Debate sobre as possibilidades e os limites da mensuração dos processos humanos e sociais, e sobre como isso participa da prática educativa, em especial quando institucionalizada. Leitura obrigatória: Abbott (2002).

AULA 04 – Dia 25/08: Instituição escolar: Debate sobre a gênese e o funcionamento da instituição escolar, com o objetivo de mapear suas especificidades e, assim, situar os problemas que ela oferece à prática educativa, desdobrando as suas implicações mais amplas. Leitura obrigatória: Saviani (1984)

AULA 05 – Dia 01/09: Instituição escolar: Exploração de experiências educacionais concretas (em escolas ou em outros espaços formativos) que ofereçam: (1) alternativas e soluções aos problemas que a instituição escolar apresenta à atividade educativa; ou (2) novas concepções e possibilidades de educação. Leitura obrigatória: Alves (2000).

AULA 06 – Dia 15/09: Micropolítica educacional: Debate sobre a atividade educativa como ação política, em especial como desempenho situado e ativo de estruturas interacionais nas quais diferentes tipos de poder são desigualmente distribuídos. Leitura obrigatória: Foucault e Deleuze (1992).

AULA 07 – Dia 22/09: Cursinho Popular Dandara dos Palmares: práticas educativas de redistribuição das oportunidades de aprendizado e desenvolvimento. Leitura obrigatória: Fischman (2015).

AULA 08 – Dia 29/09: Aprendizado: Debate sobre os aspectos sociais do processo de aprendizado, considerando, entre outras coisas: os diferentes sentidos sociais de “aprendizado”; as influências e efeitos propiciadores e inibidores do meio social no processo de aprendizado; os efeitos do aprendizado nos meios sociais em que ele é promovido.

AULA 09 – Dia 06/10: Tecnologia: Debate sobre algumas especificidades das mediações técnicas e de seus efeitos sobre os processos educativos.

AULA 10 – Dia 20/10: Paulo Freire e Gilbert Simondon: O pesquisador Stefano S. Amâncio apresentará sua leitura das relações entre as concepções freireana e simondoniana de prática libertária e desalienação.

AULA 11 – Dia 27/10: A Casa dos Meninos: O pesquisador Guilherme F. Paciornik apresentará aspectos de sua pesquisa de mestrado na Casa dos Meninos.

AULA 12 – Dia 10/11: Arduino na Escola I: O pesquisador Stefano S. Amâncio apresentará aspectos do uso educativo do Arduino. Poderemos realizar experimentos concretos com um Arduino em sala de aula.

AULA 13 – Dia 17/11: Arduino na Escola II: O pesquisador Stefano S. Amâncio continuará sua apresentação sobre o uso educativo do Arduino. Projetos iniciados na aula anterior poderão ser concluídos ou encaminhados, e uma avaliação coletiva sobre a atividade deverá ser realizada.

AULA 14 – Dia 24/11: Apresentações e debates finais (a ser definido).

AULA 15 – Dia 01/12: Apresentações e debates finais (a ser definido).

04/12 a 19/12 – Prazo para entrada de Médias e Frequências do 2º período letivo de 2017..

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