Tópicos Especiais de Humanidades I: Engenharia e sociedade (1S2014)

ESCLARECIMENTOS SOBRE A GREVE
Devido à greve dos professores da Unicamp, iniciada em 27/05, as atividades desta disciplina foram interrompidas até a suspensão da greve, que o ocorreu no dia 31/07. Isso significa que todas as atividades ligadas à disciplina – aulas, atendimento de alunos (inclusive por e-mail), recebimento de trabalhos, realização de avaliações, correção de trabalhos, inserção de notas – foram suspensas durante o período. Exceções foram avaliadas caso a caso, sem no entanto violar as decisões coletivas da categoria. Alunos interessados em se informar sobre a situação desta disciplina na greve foram orientados a comparecer às assembléias docentes do IFCH e da Unicamp, cujas deliberações foram acatadas. Tão logo a greve terminou, todos os alunos receberam as seguinte mensagem sobre o fechamento da disciplina por e-mail, enviado via Teleduc:
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Encerramento do semestre e inserção de notas
Prezados estudantes matriculados na disciplina HZ291 (turmas A e B) no primeiro semestre de 2014. A greve dos docentes da Unicamp, iniciada no dia 27/05, foi suspensa no dia 31/07. Assim sendo, retomei a correção de suas avaliações, e farei a inserção das notas no sistema da DAC nos próximos dias. As Médias Finais já definidas podem ser conferidas na seguinte página: https://pedropeixotoferreira.wordpress.com/docencia/topicos-especiais-de-humanidades-i-engenharia-e-sociedade/medias-finais/
As notas não podem ser todas inseridas imediatamente na DAC pois o trabalho de correção das avaliações foi interrompido durante a greve. A inserção está sendo feita parcialmente e será concluída assim que possível. Casos de urgência devem ser comunicados por [reservado a estudantes].
Em função da greve, mas também de dificuldades anteriores para cumprir o cronograma de correção de avaliações, considerei necessário alterar alguns critérios de avaliação adotados. As mudanças foram: (1) a terceira avaliação (A3) foi cancelada; (2) a média final foi definida pela maior nota obtida dentre as avaliações entregues até o início da greve (e não pela média das duas maiores notas); (3) todos os alunos tiveram 0,5 pontos acrescentados na Média Final em função da não obtenção do resultado da primeira avaliação antes da data de entrega da segunda.
Devido ao formato adotado para as aulas (palestras convidadas), não será possível a reposição das duas aulas faltantes para a conclusão de nosso cronograma. Gostaria de avisar, de qualquer forma, que cumprirei 2h de reposição de aula para cada uma das turmas na próxima semana. Meu objetivo nesta aula de reposição será permitir algum debate sobre a disciplina, sobre a greve, e sobre as avaliações. Assim, sendo, estudantes interessados em fechar presencialmente as atividades letivas desta disciplina no primeiro semestre de 2014 devem comparecer aos locais-horários da disciplina nos dias 14/08 e 15/08. A atividade não é obrigatória, considerando a dificuldade de muitos estudantes diante do calendário alterado.
Fico à disposição para esclarecimentos nos locais-horários da disciplina nos dias 14/08 e 15/08 ou através do agendamento de horário na coordenação do curso de C.Sociais. Esclarecimentos por e-mail não podem ser garantidos. O agendamento de horário normalmente seria feito pela secretaria do curso, mas devido à permanência da greve dos funcionários, solicitações de horário para esclarecimentos devem ser feitos por [reservado a estudantes].
Att.
Pedro
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Instituição: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Cursos: Graduação em Engenharia Civil (12); Graduação em Engenharia da Computação (34); Graduação em Engenharia Elétrica (11 e 41); Graduação em Engenharia Mecânica (10).
Ano letivo: 2014.
Período: 1º.
Disciplina: HZ291-A/B – Tópicos Especiais de Humanidades I: Engenharia e sociedade.
Turma A: Sexta-feira das 14h às 16h – Sala CB04.
Turma B: Quinta-feira das 19h às 21h – Sala CB18.
Carga horária total: 30h.
Créditos: 2.

PROGRAMA
Disciplina obrigatória para os Cursos de Graduação em Engenharia Civil (12) e Engenharia da Computação (34) – e eletiva para os Cursos de Graduação em Engenharia Elétrica (11 e 41) e Engenharia Mecânica (10) – da Unicamp. Contexto importantíssimo para a interlocução entre cursos de Humanas e Engenharias da Unicamp. Neste semestre, pela primeira vez, o curso será organizado na forma de seminários ministrados por professores convidados.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO
Uma vez que, neste semestre, a disciplina será, pela primeira vez, baseada em apresentações de professores convidados, não existe um plano de desenvolvimento definido de antemão. Apesar disso, é possível notar que a maior parte das aulas (cf. aulas 3, 4, 5, 7, 9, 11, 12, 13 e 14) trata diretamente de temas relativos à internet e/ou às tecnologias digitais, o que configura um certo tema dominante à disciplina. As demais aulas tratam de temas variados, alguns com alguma relação com o referido tema dominante, mas todos envolvendo alguma interface entre humanidades e engenharias.

AVALIAÇÃOATENÇÃO, LER ESCLARECIMENTOS SOBRE A GREVE ACIMA
A média final de cada aluno será definida por seu desempenho em 3 avaliações que deverão ser enviadas via Teleduc ao professor (anexar arquivo na aba “portfolio”, não esquecer de “compartilhar com formadores”) nas seguintes datas:

  • A1: 04/04 – notas
  • A2: 16/05 – notas
  • A3: 07/06 – notas ATIVIDADE CANCELADA DEVIDO À GREVE

A média final será definida pela média das duas maiores notas obtidas nas três avaliações (i.e., a menor nota obtida não será considerada no cálculo da média final). Avaliações entregues com atraso terão desconto na nota.

NOTAS DE AVALIAÇÕES: Cada uma das três avaliações receberá uma nota de zero a dez. A nota será definida considerando as seguintes variáveis:
(1) uso correto da linguagem escrita acadêmica.
(2) nível de aprofundamento adequado ao tratamento do tema proposto – i.e.: algum esforço evidente para ir além do senso comum e aproveitar as discussões e reflexões propiciadas pelas aulas e referências a elas ligadas.
(3) pertinência do tema tratado à disciplina – i.e: alguma relação consistente com pelo menos uma das aulas ministradas. Espera-se que cada uma das três avaliações trate de pelo menos um dos temas abordados nas aulas presenciadas até a data da respectiva avaliação (pode tratar de mais de um tema). Espera-se também que cada uma das três avaliações trate de um tema diferente, ou de um aspecto diferente de um mesmo tema, de forma a evitar a mera repetição do mesmo tema.
(4) adequação formal – i.e.: texto em formato “.doc”, “.odt” ou “.pdf” com: título; data; identificação do autor (nome e RA); identificação da disciplina/turma em que o autor está matriculado; e no mínimo 5 mil caracteres (com espaço) de texto (a avaliação pode ter mais do que 5 mil caracteres).

CASOS ESPECÍFICOS:
*Alunos que entregarem apenas duas avaliações até o dia 07/06 terão a média final definida pela média das notas obtidas apenas nas duas avaliações entregues. Caso a média seja inferior a cinco, tais alunos poderão fazer exame nos dias 26/06 (turma B) e 27/06 (turma A), e terão média final definida pela média da melhor nota obtida nas avaliações realizadas e a nota obtida no exame.
*Alunos que entregarem apenas uma avaliação até o dia 07/06 poderão realizar exame nos dias 26/06 (turma B) e 27/06 (turma A), e terão sua média final definida pela média das notas obtidas na avaliação realizada e no exame.
*Alunos que não entregarem nenhuma avaliação até o dia 07/06 serão reprovados por nota, sem possibilidade de exame.

EXAME: O exame consistirá em resposta dissertativa, redigida à mão, a questões formuladas pelo professor, e será realizado presencialmente, no dia/horário/local normal das aulas dos dias 26/06 (turma B) e 27/06 (turma A). Como nas demais avaliações, o exame receberá uma nota de zero a dez.

SOBRE PLÁGIO: Plágio consiste na cópia de texto escrito por outrem sem citar a fonte original. A realização de plágio (total ou parcial) por parte do aluno em qualquer avaliação resultará na obtenção de nota zero.

SOBRE FALTAS: Seguindo a regulação da DAC, será reprovado o aluno que exceder o limite máximo de 4 faltas (25% da carga horária). A presença em sala de aula será registrada pelo próprio aluno (com nome e RA) em lista disponibilizada durante cada aula. A não assinatura da lista em qualquer aula resultará no registro de falta. Cabe ao aluno certificar-se de que assinou a lista de presença em todas as aulas presenciadas. Só serão abonadas faltas justificadas diretamente ao professor responsável e com apresentação de documentação comprobatória ou atestado. Alunos de uma turma (A ou B) podem assistir livremente aulas no dia/horário/local da outra turma, cabendo ao professor responsável o registro da presença do aluno na turma em que está matriculado (desde que o mesmo tenha assinado a lista de presença da aula presenciada). Alunos que tiverem apenas uma ou nenhuma falta durante o semestre ganharão um ponto na média final.

CRONOGRAMA

AULA 01 – Dias 20/02 (turma B) e 21/02 (turma A): Apresentação da disciplina.

AULA 02 – Dias 27/02 (turma B) e 28/02 (turma A): Belo Monte, a maior obra de engenharia em curso no Brasil: efeitos positivos e negativos para toda a sociedade. Aula ministrada pelo Prof. Ricardo S. Dagnino. Leituras sugeridas: Resumo Executivo (Sevá Filho 2005[pp.13-26]); Conhecimento crítico das mega-hidrelétricas: parta avaliar de outro modo alterações naturais, transformações sociais e a destruição dos monumentos fluviais (Sevá Filho 2005 [pp.281-95]). Filme: Belo Monte – anúncio de uma guerra

AULA 03 – Dias 06/03 (turma B) e 07/03 (turma A): Por meus filhos: tramando relações em uma prisão no exterior. Como estrangeiras presas em São Paulo cuidam de seus filhos quando separadas ao longo de anos em função do aprisionamento num país exterior? Essa questão conduzirá nossa reflexão sobre as tentativas que mulheres de mais de cinquenta nacionalidades fazem para suspender a equivalência entre as distâncias física e temporal e a ausência numa escala transnacional, a partir da convergência de dois fenômenos: o aprisionamento num país exterior e as (im)possibilidades comunicativas. Contrariando a ideia de que estrangeiras presas não podem contar com a família e não dispõem de uma rede de apoio, mostraremos como toda uma trama é constituída para a, e em torno da, relação de maternidade. Relação que, no vaivém de cartas, e-mails, telefonemas, sonhos, dinheiro, corpos e mercadorias, extrapola a relação mãe-filho e os muros da prisão, dando vida a uma série de outras relações e a um ambiente prisional transnacional. Aula ministrada pela Profa. Bruna Louzada Bumachar. Leituras sugeridas: Por meus filhos: usos das tecnologias de comunicação entre estrangeiras presas em São Paulo (Bumachar 2012 [pp.449-68]); Babel indecifrável das estrangeiras presas (Bumachar 2012); Junto às estrangeiras presas: dentro e fora da prisão (Bumachar 2012). Ensaio fotográfico:Trafficantes“. Filme: Ela sonhou que eu morri.

AULA 04 – Dias 13/03 (turma B) e 14/03 (turma A): A (r)evolução da nuvem: as relações de poder e a estrutura da internet. A intenção é apresentar aos alunos de que forma a estrutura de funcionamento da internet nos dias atuais (a partir da construção DNS / TCP/IP e do modelo de árvores e redes distribuídas) é perpassada constantemente por relações de poder que afetam e modificam a experiência dos usuários que participam dessa rede. A partir disso, discutir as implicações políticas e sociais da chamada “revolução” da computação em nuvem, e as possibilidades que se apresentam para uma transformação dos mecanismos de controle social, a partir do exemplo do Netflix e da Amazon. Por fim, apresentar o exemplo do High Financing Trading (HFT) como um elemento no qual essas construções tecnológicas recentes no campo alteram a própria percepção de tempo e de armazenamento e troca de dados, e a maneira como o sistema econômico financeiro funciona em conexão com as relações de poder estabelecidas e seus efeitos políticos e sociais. Aula ministrada pelo Prof. Bruno de Mattos Almeida. Leituras sugeridas: Protocol: How Control Exists After Decentralization (Galloway 2004 [Capítulo 1 – Physical Media, páginas 29-53]); Netflix is Building an Artifical Brain Using Amazon’s Cloud (Finley 2014). Vídeo: Nanex’s High Frequency Trading Model (Sped up)

AULA 05 – Dias 20/03 (turma B) e 21/03 (turma A): Consultas públicas pela Internet e o embate pelo acesso à informação: Marco Civil da Internet e Reforma da Lei de Direitos Autorais. Nesta aula serão abordadas duas consultas públicas que aconteceram no Brasil nos últimos anos: Marco Civil da Internet e Reforma da Lei de Direitos Autorais. A ideia é apresentar essas consultas e como elas aconteceram, e também refletir sobre o que está em jogo nas discussões sobre acesso à informação que elas envolvem. Aula ministrada pelo Prof. Raphael de Souza Silveiras. Leituras sugeridas: Entre a regulamentação e a censura do ciberespaço (Segurado 2011); O Estado na Internet: consulta pública para a reforma da lei direito autoral no Brasil (Silveiras 2012). Sites sugeridos: Marco Civil da Internet; Reforma da Lei de Direitos Autorais.

AULA 06 – Dias 27/03 (turma B) e 28/03 (turma A): Tradicional, Moderno e Contemporâneo. Palestra de encerramento do 1FPPGS, proferida pelo Prof.Dr. Laymert Garcia dos Santos. Leitura sugerida: Transcript of secret meeting between Julian Assange and Google CEO Eric Schmidt (baixar arquivo flv com vídeo da aula aqui)

AULA 07 – Dias 03/04 (turma B) e 04/04 (turma A): Os movimentos sociais e as novas tecnologias de informação e comunicação. A aula pretende oferecer um breve apanhado das discussões sobre quais tranformações um modelo de comunicação não mais baseado em um número pequeno e controlado de emissores, mas sim em um número grande e crescente de emissores, está causando na ação coletiva, em particular nos movimentos sociais. Aula ministrada pelo Prof. Guilherme Flynn Paciornik. Leitura sugerida: Activism Transforms Digital: The Social Movement Perspective (Kavada 2010 [pp.101-119]).

AULA 08 – Dias 10/04 (turma B) e 11/04 (turma A): O ofício conjuntivo da atividade técnica. Nesta aula um debate sintático é proposto: são as noções de “Técnica”, “Estética” e “Tecnologia” sob algum aspecto equiparáveis? O trabalho cotidiano, o gosto por um ofício material e a enciclopedização de procedimentos tecnológicos são três exemplos tópicos sobre como o carro-de-boi pode nos ensinar acerca da mínima e, por isso, sempre incerta categorização de uma trama de labores, impressões e convenções sobre a matéria. Aula ministrada pelo Prof. Rainer Miranda Brito. Sugestões de leitura: A tecnologia em questão (Gama 1990); Sobre a tecno-estética (Simondon 1998). Vídeo: Carro de Bois.

AULA 09 – Dias 24/04 (turma B) e 25/04 (turma A): A encruzilhada da propriedade intelectual. Historicamente, a propriedade intelectual em geral representa uma forma jurídico-institucional que determina uma forma específica de circulação das invenções humanas na sociedade capitalista. A partir dela, principalmente a propriedade industrial e o direito autoral, as invenções são dispostas como propriedade e suas formas de uso são juridicamente restritas. Discutiremos, nessa aula, a relação entre essas leis e o desenvolvimento técnico-científico, buscando inquirir qual o tipo de desenvolvimento fomentado pela propriedade intelectual e como ela reflete no desenvolvimento sócio-técnico em geral. Prof. Leonardo Ribeiro da Cruz. Leituras sugeridas: Paradoxos da propriedade intelectual (Santos 2007); Porque somos contra a propriedade intelectual (Ortellado 2002)

AULA 10 – Dias 08/05 (turma B) e 09/05 (turma A): Paradoxos do uso. Por um lado, o uso que é feito de um objeto aparece como a coisa mais livre do mundo: se o objeto é nosso, dispomos dele, está submetido à nossa vontade. Por outro lado, os usos incomuns incomodam: “não é assim que se faz”, “isso não se faz”. Essas frases, tão facilmente pronunciadas para denunciar a incompetência ou o desrespeito às regras, nos lembram que o uso do mais banal dos objetos deve conformar-se a alguma maneira prescrita, ainda que por bom senso. E os prescritores não faltam: todo objeto técnico é cercado por uma nuvem de discursos enunciando normas: painéis, manuais de instruções, regulamentos, cláusulas de contrato de garantia, receitas… Frequentemente, aliás, por motivos puramente técnicos: obtém-se o efeito máximo, o melhor rendimento de um aparelho, ao respeitar as características de seu funcionamento. Entretanto, passa-se muito facilmente desse tipo de diretrizes – cuja forma “se…então…” deixa o usuário livre de suas escolhas (pretendendo apenas informá-lo das consequências) – para o imperativo “faça assim”. No entanto, apesar de todas as imposições que pesam sobre os artefatos, estes são portadores de virtualidades que ultrapassam os usos que deles são feitos. Podem ser empregados fora do contexto previsto, para fins completamente alheios aos que lhes foram atribuídos por quem os projetou, apresentando-se, assim, como invenções. Quais são as condições que permitem que novos usos apareçam e quais são as forças que se opõem a isso? Prof.Dr. Christian Pierre Kasper. Leituras sugeridas: The de-scription of technical objects (Akrich 1992); Fazer com: usos e táticas (Certeau 2001); O design do dia a dia (Norman 2006); Aspectos do desvio de função (Kasper 2004).

AULA 11 – Dias 15/05 (turma B) e 16/05 (turma A): Software livre, cibercultura e suas encruzilhadas políticas. A partir de um histórico da popularização da computação pessoal nos anos 1970 e do movimento software livre nos anos 1980-2000 a aula discutirá as diferentes ideias políticas esboçadas nos períodos, procurando estabelecer relações com ideias e ideologias em torno da computação e da sociedade na atualidade. Aula ministrada pelo Prof.Dr. Rafael de Almeida Evangelista. Leituras sugeridas: Traidores do movimento: politica, cultura, ideologia e trabalho no software livre (Evangelista 2010); Singularidade, transhumanismo e a ideologia da Califórnia (Evangelista 2011). Videos: All Watched Over by Machines of Loving Grace; Revolution OS.

AULA 12 – Dias 22/05 (turma B) e 23/05 (turma A): Infraestrutura de supercomputação e informação na produção de um conhecimento global. A aula pretende trabalhar o conceito de “infraestruturas do conhecimento” através de um estudo de caso sobre monitoramento e modelagem do clima global. Busca-se ilustrar como a mediação técnica das infraestruturas de informação e supercomputação em centros de pesquisa em clima no Brasil possibilitam a produção de um conhecimento global em Meteorologia. A partir daí a discussão será desdobrada em torno dos próprios modelos computacionais do clima como objetos técnicos mediadores, dotados de uma autoridade epistêmica e social no contexto da governança internacional das Mudanças Climáticas. Aula ministrada pelo Prof. Jean Carlos Hochsprung Miguel. Leitura sugerida: A Vast Machine: Computer models, climate data, and the politics of global warming (Edwards 2010 [Introdução e Capítulo 1]).

AULA 13 – Dias 29/05 (turma B) e 30/05 (turma A): Formação tecnológica e mercado: uma relação a ser revisitada. O caráter profissionalizante dos cursos superiores com foco em desenvolvimento tecnológico incentiva, de certa forma, uma relação mais estreita com o mercado. Percebe-se que nessa relação a influência do mercado torna-se cada vez mais determinante na formação de tecnólogos e engenheiros, inclusive servindo como parâmetro para as grades curriculares. Todavia, o mercado não entende de tecnologia no seu mais íntimo, ou seja, no processo de invenção. Ele utiliza este para gerar mais valor, seu objetivo final e sua maestria, por meio do processo que ultimamente convencionou-se chamar inovação tecnológica. Eis o paradoxo: aquele que só compreende a tecnologia como utilitária acaba por definir as bases do ensino tecnológico e mesmo das engenharias. Pretende-se discutir esse paradoxo a partir de bibliografia específica e da experiência como docente em cursos tecnológicos e engenharias. O pressuposto inicial é de que tal paradoxo acaba restringindo o potencial do ensino tecnológico com seu papel estratégico em termos sócio-políticos atualmente. Prof.Dr. Emerson Freire. Leituras sugeridas: O tecnólogo e o mercado (Freire 2012); Les limites du progrès humain (Simondon 1990 [1959] [TRADUÇÃO BRASILEIRA]). Filmes: Como se vê (Farocki); El Metodo (O que você faria?) AULA CANCELADA DEVIDO À GREVE

AULA 14 – Dias 05/06 (turma B) e 06/06 (turma A): Profa.Dra. Marta M. Kanashiro. AULA CANCELADA DEVIDO À GREVE

AULA 15 – Dias 26/06 (turma B) e 27/06 (turma A): . AULA CANCELADA DEVIDO À GREVE

AULA 15 – Dias 14/08 (turma B) e 15/08 (turma A): Reposição de aula e encerramento do semestre.

Último dia para cumprimento da carga horária: 01/07.
Período de inserção de conceitos e frequência na DAC: 02 a 18/07.

5 Respostas para “Tópicos Especiais de Humanidades I: Engenharia e sociedade (1S2014)

  1. aaa

    Obrigado por manter sua palavra, dita em sala de aula, de que só iria aderir à greve se os outros professores das Engenharia Eletrica e de Computação aderissem à greve! Nenhum outro professor nosso está em greve.
    Você tem todo direito de entrar em greve, mas não diga ao alunos durante a aula que não vai entrar em greve se na semana seguinte você vai entrar em greve.

  2. O curioso é que a greve começou no dia 27/05 e as atividades para o professor já estavam paralisadas antes mesmo disso, sem notas ou orientações.

  3. ABC

    Algum esclarecimento quanto às notas? Nem resposta a email estamos tendo… As duas primeiras atividades foram em abril e maio, antes da greve. E nada de notas. Nem da primeira…

  4. qwerty

    Como vai ficar depois desse email da dac? Poderia informar depois da reuniao?

  5. bbb

    PROFESSOR, NÓS TEMOS NOSSOS COMPROMISSOS, PRECISAMOS NOS PLANEJAR, POR FAVOR NOS DÊ INFORMAÇÕES A RESPEITO DA REPOSIÇÃO DAS AULAS! BOM MESMO SERIA SE NÃO TIVESSE QUE REPOR, NO NOSSO CURSO SÓ ESSA MATÉRIA ENTROU EM GREVE, FALTAM APENAS 3 AULAS E EU MORO NO NORTE DO BRASIL. NÃO VOU PODER VOLTAR SÓ PELAS AULAS…

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