Tópicos Especiais em Ambiente e Tecnologia I: das especificidades da mediação técnica no estudo dos processos de associação

ESCLARECIMENTOS SOBRE A GREVE
Devido à greve dos professores da Unicamp, iniciada em 27/05, as atividades desta disciplina foram interrompidas. Isso significa que todas as atividades ligadas à disciplina – aulas, atendimento de alunos (inclusive por e-mail), recebimento de trabalhos, realização de avaliações, correção de trabalhos, inserção de notas – estão suspensas. Exceções estão sendo avaliadas caso a caso, sem no entanto violar as decisões coletivas da categoria. Alunos interessados em se informar sobre a situação desta disciplina na greve devem comparecer às assembléias docentes do IFCH e da Unicamp, cujas deliberações serão acatadas. Tão logo a greve termine, todos os alunos receberão instruções sobre o fechamento da disciplina por e-mail.

Instituição: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Curso: Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS).
Ano letivo: 2014.
Período: 1º.
Disciplina: SO153B – Tópicos Especiais em Ambiente e Tecnologia I: das especificidades da mediação técnica no estudo dos processos de associação.
Aulas: Terça-feira das 14h às 18h – Sala indefinida..
Carga horária total: 60h.
Créditos: 4.

PROGRAMA
Esta disciplina propõe apresentar as linhas gerais de uma teoria-prática sociológica baseada em certas especificidades da mediação técnica, a saber: o registro metódico e automático das ações tecnicamente mediadas. Serão apresentadas duas dimensões distintas, mas interligadas, da mediação técnica: como objeto de investigação e como método investigativo. O objetivo da disciplina será a familiarização com (1) uma certa perspectiva socio-antropológica reticular-associativa e com (2) uma atitude de pesquisa baseada nas especificidades metódicas e objetivantes da mediação técnica.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO
A disciplina abrirá com leituras e debates em torno das idéias de “ciência”, “ciências sociais” e “tecnologia”, de uma perspectiva contemporânea. Serão exploradas as noções de “objeto-coisa” – concreto, material, exterior, durável -, “técnica” – automatismo, método, programa, esquematismo – e “mediação” – tradução, traslação, trânsito, transformação -, envolvendo também noções conexas como “natureza”, “consciência”, “individualidade”, e “agência”. Tais leituras envolverão, destacadamenmte mas não exclusivamente: Bruno Latour; Alfred N. Whitehead; Gilbert Simondon; Gilles Deleuze; Félix Guattari; Gabriel Tarde; Harold Garfinkel. Serão apresentados avanços nas noções de objetividade e metodologia a partir da ressonância entre a releitura latouriana de Garfinkel (propondo estender a etnometodologia aos não-humanos) e a releitura garfinkeliana de Durkheim (na qual a “realidade objetiva dos fatos sociais” é entendida como o “fenômeno fundamental” da sociologia). Será apresentada também a ideia de “processo de associação”, desde sua formulação durkheimiana-tardiana no final do século XIX até a sua axiomatização pela teoria ator-rede de Latour nos anos 1990. Diversos casos particulares de mediação técnica serão propostos e debatidos em sala de aula (e.g.: geografia temporal; redes sociais; regras de associação; interfaces cérebro-máquina; fonografia; fotografia; videografia; telemetria; meios de transporte e de comunicação; biometria; drogas; skate; música; dança; sexo etc). O objetivo desta disciplina é a familiarização com uma certa perspectiva socio-antropológica reticular-associativa e com uma atitude de pesquisa baseada nas especificidades metódicas e objetivantes da mediação técnica, desde as técnicas corporais até os sistemas inteligentes, passando por máquinas, mecanismos simples, ferramentas e instrumentos. Ao mesmo tempo em que desempenham o social ao lado de outras, as mediações técnicas registram metodicamente esse desempenho, contribuindo tanto para um adensamento reticular do próprio processo quanto para o avanço de sua análise científica.

AVALIAÇÃO
No início do semestre a turma vai se dividir em grupos de pesquisa, que podem ter de 1 a 10 integrantes. Cada grupo de pesquisa se reunirá em torno de uma mediação técnica, e cada integrante do grupo se dedicará, ao longo do semestre, a um desdobramento socio-antropológico particular dessa mesma mediação técnica. Tal desdobramento pode se dar de múltiplas formas, e boa parte das primeiras aulas deverá ser dedicada ao esclarecimento dessa multiplicidade. Ao final do semestre, cada grupo apresentará à classe os resultados desse trabalho de desdobramento. O conceito final de cada aluno será definido, não pelo sucesso maior ou menor no desdobramento sócio-antropológico da mediação técnica escolhida, mas sim pelo empenho demonstrado nesse desdobramento e no aproveitamento dos aspectos positivos/negativos experiência.

BIBLIOGRAFIA
A bibliografia abaixo apresenta um contexto amplo para a discussão teórica proposta; apenas alguns dos textos listados deverão ser efetivamente lidos pela classe (estes serão definidos nas primeiras aulas, junto com a classe). A bibliografia foi dividida em tópicos e subtópicos, que buscam apresentar a sequência de desenvolvimento temático da disciplina. Os tópicos/subtópicos são:

1. Ciência, conhecimento, poder.
1.1. Ciências Sociais.
2. Tecnologia como ação inconsciente-distribuída-delegada.
2.1. Hábito, maquinismo, automatismo, inconsciente.
2.2. Agência não-humana.
3. Teoria ator-rede (TAR).
3.1. Simondon.
3.2. Deleuze e Guattari.
4. Índice, abdução, objetivação, desempenho.
4.1. Fotografia e Cinema: índice e automatismo.
5. Virada cibernética.
6. Regras de associação.
7. Geografia temporal.
8. Redes sociais.

1. Ciência, conhecimento, poder.
ABBOTT, Edwin A.

BACON, Francis.

    1973. Novum Organum – Livro I. (Trad. José A. Reis de Andrade) São Paulo: Abril Cultural, pp.7-95. [1620]

BARRETO, Márcio.

    2012. Análise combinatória e probabilidades. In: Trama matemática: princípios e novas práticas no ensino médio. Campinas: Papirus, pp.119-48.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix.

    2000. Functivos e conceitos. In: O que é a filosofia? (Trad. Bento Prado Jr.; Alberto A. Muñoz) Rio de Janeiro: Ed.34, pp.151-73. [1991]

ELKAÏM, Mony; PRIGOGINE, Ilya; STENGERS, Isabelle; DENEUBOURG, Jean-Louis; GUATTARI, Félix.

    2001. Openess: a round-table discussion. In: Gary Genosko (ed.). Deleuze and Guattari: critical assessments of leading philosophers. Vol.II: Guattari. London: Routledge, pp.774-92. [1990]

HEISENBERG, Werner.

LATOUR, Bruno.

MERLEAU-PONTY, Maurice.

PRIGOGINE, Ilya.

    2002. Longe do equilíbrio. In: Nomes de deuses: entrevistas a Edmond Blattchen. São Paulo: Editora Unesp, pp.30-44.

SCHRÖDINGER, Erwin.

    1967. What is life? The physical aspect of the living cell. Cambridge: Cambridge University Press. [1944]

WHITEHEAD, Alfred N.

    1971. VIII-Summary; IX-The ultimate physical concepts. In: The Concept of Nature. Cambridge: Cambridge University Press, pp.164-97. [1919] [Tradução brasileira]

WIENER, Norbert.

    1948. Information, language, and society. In: Cybernetics: or control and communication in the animal and the machine. New York: John Wiley & Sons, pp.181-94.

1.1. Ciências Sociais.
DURKHEIM, Émile.

    2002. Les règles de la méthode sociologique. Chicoutimi: Les Classiques des Sciences Sociales. [1894] [Tradução brasileira]

ELSTER, Jon.

    1990. Mechanisms. In: Nuts and bolts for the social sciences. Cambridge: Cambridge University Press, pp.3-10. [1989] [Tradução brasileira]
    1998. A plea for mechanisms. In: Peter Hedström; Richard Swedberg (eds.). Social mechanisms: an analytical approach to social theory. Cambridge: Cambridge University Press, pp.45-73.

GANE, Nicholas.

HEDSTRÖM, Peter; SWEDBERG, Richard.

LÉVI-STRAUSS, Claude.

    1998. Science: forever incomplete. Society 35(2):222-4. [1979]
    1993. Critérios científicos nas disciplinas sociais e humanas. In: Antropologia estrutural dois. (trad. Chaim S. Katz) Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.294-316. [1964]
    2002. História e dialética. In: O pensamento selvagem. (trad. Tânia Pellegrini) Campinas: Papirus, pp.273-98. [1961]

RUSTIN, Michael.

TARDE, Gabriel.

TURNER, Jonathan H.

2. Tecnologia como ação inconsciente-distribuída-delegada.
BATESON, Gregory.

DeLANDA, Manuel.

    1997. The machinic phylum. In: Joke Brouwner; Carla Hoekendijk (eds.). Technomorphica. Roterdam: V2 Org.

LEROI-GOURHAN, André.

    s.d.. Segunda Parte: memória e técnica. In: O gesto e a palavra: 2 – memória e ritmos. (Trad. Emanuel Godinho) Lisboa: Edições 70, pp.9-67. [1965]

JAMESON, Fredric.

MACKENZIE, Adrian.

McLUHAN, Marshall.

    2001. Understanding media: the extensions of man. Cambridge: The MIT Press. [1964] [Tradução brasileira]

NORMAN, Donald A.

PEARSON, Keith A.

    2001. Viroid life: on machines, technics and evolution. In: Gary Genosko (ed.). Deleuze and Guattari: critical assessments of leading philosophers. Vol.III – Deleuze and Guattari. London: Routledge, pp.1343-73. [1997]

PIRSIG, Robert M.

2.1. Hábito, maquinismo, automatismo, inconsciente.
JAMES, William.

    1952. Habit. In: The Principles of Psychology. Chicago: Encyclopaedia Britannica, pp.68-83.

MAUSS, Marcel.

    2003. As técnicas do corpo. In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, pp.399-422. [1934]

PEIRCE, Charles S.

    2000. Pragmatism in retrospect: a last formulation. In: The Philosophy of Peirce: selected writings (Edited by Justus Buchler). London: Routledge, pp.269-89. [1906]

2.2. Agência não-humana.
ANTUNES, Arnaldo.

    2006. As Coisas. In: Como é que chama o nome disso: Antologia. São Paulo: Publifolha, pp.111. [1992]

GENNES, Pierre-Gilles.

    2010. Primeira parte – a matéria mole. In: Os objetos frágeis. (Trad. Leandro R. Tessler). Campinas: Editora da Unicamp, pp.15-121. [1994]

MELITOPOULOS, Angela; LAZZARATO, Maurizio.

    2011. O animismo maquínico. Cadernos de Subjetividade 8(13):7-27.

3. Teoria ator-rede (TAR).
CALLON, Michel.

    1987. Society in the making: the study of technology as a tool for sociological analysis. In: Wiebe E. Bijker; Thomas P. Hughes; Trevor J. Pinch (eds.). The social construction of technological systems: new directions in the sociology and history of technology. Cambridge: The MIT Press, pp.83-103.

CALLON, Michel; LATOUR, Bruno.

    1983. Pour une Sociologie relativement exacte. Document de travail non publié.

CALLON, Michel; LAW, John.

    1997. After the individual in society: lessons on collectivity from science, technology and society. Canadian Journal of Sociology 22(2):165-82.

LATOUR, Bruno; SCHWARTZ, Cécile; CHARVOLIN, Florian.

    1998. Crises dos meios ambientes: desafios às ciências humanas. In: Hermetes Reis de Araújo (org.). Tecnociência e cultura: ensaios sobre o tempo presente. São Paulo: Estação Liberdade, pp.91-125.

LATOUR, Bruno.

    1988. Mixing humans and nonhumans together: the sociology of a door-closer. Social Problems 35(3):298-310.
    1991. Technology is society made durable. In: John Law (ed.). A sociology of monsters: essays on power, technology and domination. London: Routledge, pp.103-31.
    1992. Where are the missing masses? The sociology of a few mundane artifacts. In: Wiebe E. Bijker; John Law (eds.). Shaping technology/building society: studies in sociotechnical change. Cambridge: The MIT Press, pp.225-58.
    1994. On technical mediation: Philosophy, Sociology, Genealogy. Common Knowledge 3(2):29-64.
    1994. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. (trad. Carlos Irineu da Costa) Rio de Janeiro: Ed.34. [1991]
    1998. From the World of Science to the World of Research? Science 280:208-9.
    1999. Factures/fractures: from the concept of network to the concept of attachment. Res 36:20-31.
    2004. Redes que a razão desconhece: laboratórios, bibliotecas, coleções. In: André Parente (org.). Tramas da rede: novas dimensões filosóficas, estéticas e políticas da comunicação. (Trad. Marcela Mortara) Porto Alegre: Sulina, pp.39-63.
    2004. How to talk about the body? The normative dimension of science studies. Body & Society 10(2-3):205-29.
    2005. Reassembling the social: an introduction to actor-network theory. Oxford: Oxford University Press.

LATOUR, Bruno; LÉPINAY, Vincent A.

    2009. The science of passionate interests: an introduction to Gabriel Tarde’s economic anthropology. Chicago: Prickly Paradigm Press.

STRUM, Shirley S; LATOUR, Bruno.

    1987. Redefining the social link: from baboons to humans. Social Science Information 26(4):783-802.

TEIL, Geneviéve; LATOUR, Bruno.

    1995. The Hume machine: can association networks do more than formal rules? SEHR 4(2).

3.1. Simondon.
BARTHÉLÉMY, Jean-Hugues.

    2009. ‘Du mort qui saitit le vif’: simondonian ontology today. Parrhesia 7:28-35.

BARTHÉLÉMY, Jean-Hugues; BONTEMS, Vincent.

    2001. Relativité et réalité: Nottale, Simondon et le réalisme des relations. Revue de Synthèse 4(1):27-54.

COMBES, Muriel.

    1999. Hylémorphisme versus réseaux. In: Simondon Individu et Collectivité: pour une philosophie du transindividuel. Paris: PUF, pp.108-15.

MACKENZIE, Adrian.

    2001. The technicity of time: from 1.00 oscillations/sec to 9,192,631,770 Hz. Time & Society 10(2/3):235-57.
    2002. Transductions: bodies and machines at speed. London: Continuum.

SIMONDON, Gilbert.

    1994. Les limites du progrès humain. In: Gilles Châtelet (org.). Gilbert Simondon: une pensée de l’individuation et de la technique. Paris: Albin Michel, pp.268-75. [1959]
    2005. Les fondements du transindividuel et l’individuation collective. In: L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Grenoble: Millon, pp.291-335. [1958]
    2008. Du mode d’existence des objets techniques. Paris: Aubier. [1958] [Tradução em espanhol]
    2010. Attitudes et motivations. In: Comunication et information: cours et conférences. Chatou: Les Éditions de la Transparence, pp.377-98. [1960]

3.2. Deleuze e Guattari.
DELEUZE, Gilles.

    2006. Instintos e instituições. In: A ilha deserta e outros textos. (trad. Hélio R. Cardoso Júnior) São Paulo: Iluminuras, pp.29-32. [1955]

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix.

    1976. Balanço-programa para máquinas desejantes. In: O Anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia. (Trad. Georges Lamazière) Rio de Janeiro: Imago, pp.487-511. [1972]
    2000. Introdução: rizoma. In: Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol.1. (Trad. Aurélio Guerra Neto) São Paulo: Ed.34, pp.11-37. [1980]

FUGLSANG, Martin; SORENSEN, Bent M. (eds.).

    2006. Deleuze and the social. Edinburgh: Ediburgh University Press.

GUATTARI, Félix.

    1984. La machine: discussion. Les séminaires de Félix Guattari – 06/02/84.
    1991. La passion des machines. Terminal 55:44-5.
    1992. Heterogênese. In: Caosmose: um novo paradigma estético. (trad. Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia C. Leão) Rio de Janeiro: Ed.34, pp.9-95.

KRAUSE, Ralf; RÖLLI, Marc.

    2008. Micropolitical associations. In: Ian Buchanan; Nicholas Thoburn (eds.). Deleuze and politics. Edinburgh: Edinburgh University Press, pp.240-54.

SURIN, Kenneth.

    2005. Socius. In: Adrian Parr (ed.). The Deleuze dictionary. Edinburgh: Edinburgh University Press, pp.255-7.

VEUILLE, Michel; FROUGNY, Christiane.

4. Índice, abdução, objetivação, desempenho.
ABERCROMBIE, Nicholas.

    1974. Sociological indexicality. Journal for the Theory of Social Behaviour 4(1):89-95.

ANDERSON, Douglas R.

    2005. The aesthetic attitude of abduction. Semiotica 153(1-4):9-22.

DASTON, Lorraine; GALISON, Peter.

    1992. The image of objectivity. Representations 40:81-127.

BERGMAN, Mats; PAAVLOVA, Sami (eds.).

CASTAÑEDA, Hector-Neri.

    1990. Indexicality: the transparent subjective mechanism for encountering a world. Noûs 24(5):735-49.

DODIER, Nicolas.

    2001. Une éthique radicale de l’indexicalité. In: Michel de Fornel; Albert Ogien; Louis Quéré (dirs.). L’ethnométhodologie: une sociologie radicale. Paris: Éditions La Découverte, pp.315-30.

ECKERT, Penelope.

    2008. Variation and the indexical field. Journal of Sociolinguistics 12(4):453-76.

GARFINKEL, Harold.

    2002. Instructions and instructed actions. In: Ethnomethodology’s program: working out Durkheim’s aphorism. Lanham: Rowman& Littlefield, pp.197-218.

GELL, Alfred.

    1998. Art and agency: an anthropological theory. Oxford: Clarendon Press.

PEIRCE, Charles S.

    2000. Abduction and induction. In: The Philosophy of Peirce: selected writings (Edited by Justus Buchler). London: Routledge, pp.150-6. [1896-1908]

QUEIROZ, João; MERRELL, Floyd.

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NIINILUOTO, Ilkka.

    1999. Defending abduction. Philosophy of Science 66:S436-51.

SILVERSTEIN, Michael.

    2003. Indexical order and the dialectics of sociolinguistic life. Language & Communication 23:193–229.

TIERCELIN, Claudine.

    2005. Abduction and the semiotics of perception. Semiotica 153(1-4):389-412.

4.1. Fotografia e Cinema: índice e automatismo.
BECKER, Howard S.

    1981. Exploring society photographically. Northwestern University: Mary and Leigh Block Gallery.

BENJAMIN, Walter.

    1994. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, pp.165-96. [1935-6]

DELEUZE, Gilles.

    1990. Conclusões. In: A imagem-tempo: Cinema 2. (Trad. Eloisa de Araujo Ribeiro) São Paulo: Brasiliense, pp.311-32 [1985]

DUBOIS, Philippe.

    2006. O ato fotográfico: pragmática do índice e efeitos de ausência. In: O ato fotográfico e outros ensaios. (Trad. Marina Appenzeller) Campinas: Papirus, pp.57-107. [1990]

5. Virada cibernética.
DELEUZE, Gilles

    1992. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: Conversações 1972-1990. (trad. Peter P. Pelbart) Rio de Janeiro: Ed.34, pp.219-26. [1990]

GARCIA DOS SANTOS, Laymert.

    2003. A informação após a virada cibernética. In: Revolução tecnológica, internet e socialismo. São Paulo: Perseu Abramo, pp.9-51.

HARAWAY, Donna.

    1991. A cyborg manifesto: science, technology, and socialist-feminism in the late twentieth century. In: Simians, cyborgs, and women: the reinvention of nature. London: Free Association Books, pp.149-81. [1987]

HARVEY, David.

    1998. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. (Trad. Adail U. Sobral; Maria S. Gonçalves) São Paulo: Edições Loyola.

LOSANO, Mario G.

    1992. 1. Autômatos: a ingênua premonição da tecnologia futura; 7. Da mecânica à eletrônica. In: Histórias de autômatos: da Grécia Antiga à Belle Époque. (Trad.: Bernardo Joffily) São Paulo: Companhia das Letras, pp.13-22; 113-23.

6. Regras de associação.
AGRAWAL, Rakesh; IMIELINSKI, Tomasz; SWAMI, Arun.

    1993. Mining association rules between sets of items in large databases. In: Proceedings of the 1993 ACM SIGMOD Conference, Washington DC, USA.

GARCIA DOS SANTOS, Laymert.

    2003. Limites e rupturas na esfera da informação. In: Politizar as novas tecnologias: o impacto sociotécnico da informação digital e genética. São Paulo: Ed.34, pp.134-52. [2000]

GKOULALAS-DIVANIS, Aris; VERYKIOS, Vassilios S.

    2010. Introduction. In: Association rule hiding for data mining. New York: Springer, pp.3-8.

McNICHOLAS, Paul D; ZHAO, Yanchang.

    2009. Association rules: an overview. In: Yanchang Zhao; Chengqi Zhang; Longbing Cao (eds.). Post-mining of association rules: techniques for effective knowledge extraction. Hershey: Information Science Reference, pp.1-10.

7. Geografia temporal.
ADAMS, Paul C.

    1995. A reconsideration of personal boundaries in space-time. Annals of the Association of American Geographers 85(2):267-85.

CARLSTEIN, Tommy; THRIFT, Nigel.

    1978. Towards a time-space structured approach to society and environment. In: Tommy Carlstein; Don Parkes; Nigel Thrift (eds.). Human activity and time geography. London: Edward Arnold, pp.264-80.

GONZÁLES, Marta C.; HIDALGO, Cesar A.; BARABÁSI, Albert-Lászlo.

    2008. Understanding individual human mobility patterns. Nature 453:779-82.

GOULIAS, Kostas; JANELLE, Donald.

    2006. GPS tracking and time geography: applications for activity modeling and microsimulation. Final Report.

HÄGERSTRAND, Torsten.

    1978. Survival and arena. In: Tommy Carlstein; Don Parkes; Nigel Thrift (eds.). Human activity and time geography. London: Edward Arnold, pp.122-45.

KRAAK, M.

    2003. The space-time cube revisited from a geovisualization perspective. In: Cartographic Renaissance: Proceedings of the 21st International Cartographic Conference (ICC). Durban: ICA, pp.1988-95.

MILLER, Harvey J.

    2005. High-resolution measurement of time geographic entities. Paper presented at the Center for Spatially Integrated Social Science Specialist Meeting, Santa Barbara-California, 10-11 October.

PARKES, Don; THRIFT, Nigel.

    1979. Time spacemakers and entrainment. Transactions of the Institute of British Geographers 4(3):353-72.

PARKES, Don; WALLIS, W.D.

    1978. Graph theory and the study of activity structure. In: Tommy Carlstein; Don Parkes; Nigel Thrift (eds.). Human activity and time geography. London: Edward Arnold, pp.75-99.

PRED, Alan.

    1977. The choreography of existence: comments on Hägerstrand’s time-geography and its usefulness. Economic Geography 53(2):207-21.

YU, Hongbo; SHAW, Shih-Lung.

    s.d. Revisiting Hägerstrand’s time-geographic framework for individual activities in the age of instant access. Paper.

8. Redes sociais.
ADAMS, Jimi; FAUST, Katherine; LOVASI, Gina.

    2012. Capturing context: integrating spatial and social network analysis. Social Networks 34:1-5.

BARABÁSI, Albert-László.

    2005. Network theory: the emergence of the creative enterprise. Science 308:639-41.

BARBOSA DE ALMEIDA, Mauro W.

    2009. Redes generalizadas, mentes coletivas e subversão da ordem. Aula pública. Junho, IFCH/Unicamp.

DAVIES, James A.

    1985. Structural balance, mechanical solidarity, and interpersonal relations. American Journal of Sociology 68(4):444-62.

GRANOVETTER, Mark.

    1979. The theory-gap in social network analysis. In: Paul W. Holland; Samuel Leinhardt (eds.). Perspectives on social network research. New York: Academic Press, pp.501-18.
    1983. The strength of weak ties: a network theory revisited. Sociological Theory 1:201-33.

KLEINBERG, Jon.

    2009. Meme-tracking and the dynamics of the news cycle. KDD ’09. Paris, France.

LESKOVEC, Jure; BACKSTROM, Lars; KLEINBERG, Jon.

    2009. Meme-tracking and the dynamics of the news cycle. KDD ’09. Paris, France.

ROEHNER, Bertrand M.

    2007. Driving forces in physical, biological and socio-economic phenomena: a network science investigation of social bonds and interactions. Cambridge: Cambridge University Press.

STROGATZ, Steven H.

    2001. Exploring complex networks. Nature 410:268-76.
    2005. Romanesque networks. Nature 433:365-6.

SZELL, Michael; LAMBIOTTE, Renaud; THURNER, Stefan.

    2010. Multirelational organization of large-scale social networks in an online world. PNAS.

TAKHTEYEV, Yuri; GRUZD, Anatoliy; WELLMAN, Barry.

    2012. Geography of twitter networks. Social Networks 34:73-81.

WATTS, Duncan J.

    2007. A twenty-first century science. Nature 445:489.

WATTS, Duncan J.; STROGATZ, Steven H.

    1998. Collective dynamics of ‘small-world’ networks. Nature 393:440-2.

CRONOGRAMA

AULA 01 – Dia 20/02: Apresentação da disciplina e discussão sobre mediações técnicas.

AULA 02 – Dia 27/02: Apresentação da disciplina e discussão sobre mediações técnicas.

AULA 03 – Dia 06/03: Ciência, conhecimento, poder. Ciências Sociais.

AULA 04 – Dia 13/03: Tecnologia como ação inconsciente-distribuída-delegada.

AULA 05 – Dia 20/03: Hábito, maquinismo, automatismo, inconsciente. Agência não-humana.

AULA 06 – Dia 27/03: 1FPPGS

AULA 07 – Dia 03/04: Teoria ator-rede (TAR).

AULA 08 – Dia 10/04: Simondon.

AULA 09 – Dia 24/04: Deleuze e Guattari.

AULA 10 – Dia 08/05: Índice, abdução, objetivação, desempenho.

AULA 11 – Dia 15/05: Não houve aula pois apenas dois alunos compareceram (dia de manifestações em São Paulo).

AULA 12 – Dia 22/05: Fotografia e Cinema: índice e automatismo.

AULA 13 – Dia 29/05: Virada cibernética. AULA CANCELADA DEVIDO À GREVE

AULA 14 – Dia 05/06: . AULA CANCELADA DEVIDO À GREVE

AULA 15 – Dia 26/06: Apresentações de trabalho. AULA CANCELADA DEVIDO À GREVE

Último dia para cumprimento da carga horária: 01/07.
Período de inserção de conceitos e frequência na DAC: 02 a 18/07.

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