Antropologia da Saúde (Turmas A e B)

Plano de Ensino
Instituição: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Curso: Ciências Sociais, Fisioterapia e Psicologia.
Ano letivo: 2010
Período:
Disciplina: Antropologia da Saúde
Aulas (turma A): Quinta-feira das 14h às 18h – Sala AT2-37.
Aulas (turma B): Quarta-feira das 14h às 18h Sala AT2-30.
Carga horária total: 60h

:::::::::: Ementa:.
1. Os conceitos básicos da teoria antropológica: cultura, sociedade e individuo. diversidade e relativismo cultural; o fundamento simbólico da vida social.
2. Princípios gerais de antropologia da saúde: a construção social do corpo, da enfermidade e das estratégias terapêuticas.
3. O parâmetro de análise antropológica aplicado à medicina e à psiquiatria.
4. Relações entre medicina oficial e medicina popular: aspectos da integração da clientela aos sistemas de saúde.
5. Medicina popular no Brasil: concepções populares sobre doença e cura; religião, enfermidade e processos terapêuticos.

::::::::::Objetivos específicos:.
A disciplina será composta por três Unidades, detalhadas abaixo: ciência, saúde e corpo. Cada Unidade terá uma bibliografia básica a ser trabalhada em sala de aula e uma bibliografia complementar que deverá ser consultada pelo aluno na medida de seu interesse e necessidade.

UNIDADE I – Ciência: Apresentação da especificidade da Antropologia como ciência frente às ciências naturais e exatas e às outras ciências humanas e sociais (como a Sociologia) a partir de sua perspectiva – interessada no anthropos enquanto objeto de conhecimento – e de seu método – evidenciação contrastiva por alteridade. Discussão sobre as implicações da ampliação, a partir de meados do século XX, do papel da ciência enquanto “meta” a ser alcançada pela Antropologia para também o de “objeto”, ao lado de outros, a ser pesquisado por ela.

UNIDADE II – Saúde: Reflexão antropológica em torno da ideia de saúde. Apresentação de três “casos” nos quais a ideia de saúde (o que é e como se distribui) desempenha papel central: as práticas tradicionais, extremamente variadas e amplamente disseminadas, conhecidas genericamente como “xamanismo”; as práticas modernas de padronização e disciplinarização reunidas sobre o rótulo de “medicina” (ou biomedicina); e as práticas pós-Revolução Informacional de re-significação e transcodificação da vida e da natureza concretizadas pela assim-chamada “biotecnologia”.

UNIDADE III – Corpo: Apresentação do corpo enquanto recorte de pesquisa na Antropologia. Consideração de diferentes concepções antropológicas de corpo, desde o organismo biológico moderno até as composições heterogêneas de híbridos pré/pós/a-modernos. No que se refere a estas últimas, serão destacadas as concepções de “ciborgue” (organismos cibernéticos) e de “corpo sem órgãos” (composições variáveis de órgãos sobre um corpo pleno).

::::::::::Procedimentos de Avaliação do aprendizado dos alunos:.
Serão usados três instrumentos de avaliação:
(1) presença e participação em sala de aula;
(2) apresentação de um trabalho em grupo em sala de aula;
(3) apresentação de uma versão escrita desse trabalho em grupo, incorporando eventuais comentários, questões e debates surgidos na ocasião de sua apresentação em sala de aula.
Obs.:

  • O trabalho em grupo a ser apresentado em sala de aula e depois por escrito deverá ser baseado em um estudo bibliográfico a ser combinado com o professor.
  • Os grupos deverão ter de 3 a 5 integrantes.
  • As apresentações em grupo de trabalho em sala de aula deverão ter de 15 a 20 minutos. Apresentações que excederem os 20 minutos podem ter desconto na nota.
  • O trabalho individual escrito deverá ter entre 5 e 12 páginas. Ele deverá ser entregue na semana seguinte à apresentação em sala de aula, em forma impressa, seguindo a seguinte formatação: Folha A4; 3 cm em todas as margens; espaço 1,5; fonte Times New Roman ou Arial tamanho 12. Trabalhos entregues depois do prazo ou com formatação diferente podem ter desconto na nota.
  • Trabalhos plageados (total ou parcialmente) serão anulados. Entende-se por plágio a cópia de material alheio sem indicação e menção da fonte.
  • A nota final de cada aluno será a média das suas notas na apresentação em sala de aula e no trabalho escrito, retificada pela sua participação em sala de aula.
  • Alunos que não alcançarem a nota mínima para aprovação (seis) poderão entregar um segundo trabalho escrito para avaliação segundo procedimentos a serem combinados com o professor.
  • .
    ::::::::::Bibliografia básica:.

    UNIDADE I – Ciência:

      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1993. Critérios científicos nas disciplinas sociais e humanas. (trad. Chaim S. Katz) In: Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.294-316. [1964]

    UNIDADE II – Saúde:

      FOUCAULT, Michel. 1992. O nascimento do hospital. In: Microfísica do poder. (trad. Roberto Machado) Rio de Janeiro: Graal, pp.99-111.
      GARCIA DOS SANTOS, Laymert. 2003. Tecnologia e seleção. In: Politizar as novas tecnologias: o impacto sócio-técnico da informação digital e genética. São Paulo: Ed.34, pp.264-318.
      PEREIRA, Renato B.R. 1989. Xamanismo e medicina: o ‘caso Ruschi’ reavaliado. Ciência Hoje 50(9):40-7.

    UNIDADE III – Corpo:

      DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. 1996. 28 de novembro de 1947 – Como criar para si um corpo sem órgãos. (trad. Aurélio Guerra Neto) In: Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol.3. Rio de Janeiro: Ed.34, pp.9-29.
      FOUCAULT, Michel. 1992. Poder-corpo. In: Microfísica do poder. (trad. Roberto Machado) Rio de Janeiro: Graal, pp.145-52.
      HARAWAY, Donna. 2000. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. (trad. Tomaz Tadeu da Silva) In: Tomaz Tadeu da Silva (org.). Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, pp.37-129. [1987] [versão html em inglês]
      MAUSS, Marcel. 2003. As técnicas do corpo. In: Sociologia e Antropologia. (trad. Paulo Neves) São Paulo: Cosac & Naify, pp.399-419.

    ::::::::::Bibliografia complementar:.

    UNIDADE I – Ciência:

      BERGSON, Henri. 1978. As duas fontes da moral e da religião. (trad. Nathanael C. Caixeiro) Rio de Janeiro: Zahar. [1932]
      DAMATTA, Roberto. 1987. A Antropologia no quadro das ciências. In: Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro: Rocco, pp.17-85.
      DOWNEY, Gary L.; DUMIT, Joseph; WILLIAMS, Sarah. 1995. Cyborg Anthropology. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.431-46.
      INGOLD, Tim. 1992. Editorial. Man 27(4):693-6.
      LARAIA, Roque de Barros. 2005. Da ciência biológica à social: a trajetória da Antropologia no século XX. Habitus 3(2):321-45.
      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1962. A crise moderna da Antropologia. (trad, Ruth Cardoso) Revista de Antropologia 10(1-2):19-26. [1961] [versão eletrônica]
      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1993. O campo da Antropologia. (trad. Sonia Wolosker) In: Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.11-40. [1960]
      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1993. Raça e história. (trad. Chaim S. Katz) In: Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.328-66. [1952]
      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1998. Science: forever incomplete. Society 35(2):222-4. [1979] [versão em português]
      ROWE, John H. 1965. The Renaissance foundations of Anthropology. American Anthropologist 67:1-20.
      VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo B. 2002. O nativo relativo. Mana 8(1): 113-48.
      VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo B. 2002. O conceito de sociedade em Antropologia. In: A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, pp.295-316.

    UNIDADE II – Saúde:

      ACHTERBERG, Jeanne. 1996. A imaginação na cura: xamanismo e medicina moderna. (trad. Carlos E. Marcondes de Moura) São Paulo: Summus. [1985]
      ABREU, Jean L.N. 2007. A colônia enferma e a saúde dos povos: a medicina das ‘luzes’ e as informações sobre as enfermidades da América portuguesa. História, Ciências, Saúde – Manguinhos 14(3):761-78.
      ALVES, Paulo C.; MINAYO, Maria C.S. (orgs.). 1994. Saúde e doença: um olhar antropológico. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz.
      ANNAS, George J. 1995. Minerva v. National Health Agency: 53 U.S. 2D 333 (2020). In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.169-xxx.
      AZIZE, Rogério L. Doença e saúde: a antropologia pode contribuir? Comunidade Virtual de Antropologia 17.
      AZIZE, Rogério L. Podemos falar em uma ‘química da qualidade de vida’? Comunidade Virtual de Antropologia 24.
      BARBOSA, Sonia M.C. Em torno da especialidade médica: desvio de comportamento? Comunidade Virtual de Antropologia 7.
      BATESON, Gregory. 1987. The cybernetics of “self”: a theory of alcoholism. In: Steps to an Ecology of mind: collected essays in Anthropology, Psychiatry, Evolution, and Epistemology. Northvale: Jason Aronson Inc., pp.309-37. [1971]
      BATESON, Gregory. 1987. Conscious purpose versus nature. In: Steps to an Ecology of mind: collected essays in Anthropology, Psychiatry, Evolution, and Epistemology. Northvale: Jason Aronson Inc., pp.432-45. [1968]
      BIEHL, João; MORAN-THOMAS, Amy. 2009. Symptom: subjectivities, social ills, technologies. Annual Review of Anthropology 38:267-88.
      CANESQUI, Ana M. 2003. Os estudos de antropologia da saúde/doença no Brasil na década de 1990. Ciência & Saúde Coletiva 8(1).
      CANNON, Walter B. 1942. “Voodoo” death. American Anthropologist 44(2):169-81.
      CAPONI, Sanda N.C. 1997. A tecnologia pastoral na História da Medicina moderna. Cadernos de História e Filosofia da Ciência 7(1):103-21.
      CHAPMAN, Elizabeth. 2002. The social and ethical implications of changing medical technologies: the view of people living with genetic conditions. Journal of Health Psychology 7(2):195-206.
      CARSTENS, Delphi. 2003. Shamanic technology: exploring the Techno-Genetrix. Scrutiny2 8(2):24-32.
      CLARKE, Adele. 1995. Modernity, postmodernity & reproductive processes ca.1890-1990 – or, “Mommy, where do cyborgs come from anyway?” In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.139-55.
      COLSON, Anthony C.; SELBY, Karen E. 1974. Medical Anthropology. Annual Review of Anthropology 3:245-62.
      COVENEY, John; BUNTON, Robin. 2003. In pursuit of the study of pleasure: implications for health research and practice. Health 7(2):161-79.
      CRAWFORD, Robert. 2004. A cultural account of “health”: control, release, and the social body. In: The Aberdeen Body Group (ed.). The body: critical concepts in Sociology. Vol.IV: Living and dying bodies. London: Routledge, pp.275-308. [1984]
      DIAS, Glauce; FRANCESCHINI, Sylvia do Carmo C.; REIS, José R.; REIS, Roberta S.; SIQUEIRA-BATISTA, Rodrigo; COTTA, Rosângela M.M. 2007. A vida nos olhos, o coração nas mãos: concepções e representações femininas do processo saúde-doença. História, Ciências, Saúde – Manguinhos 14(3):779-800.
      DUNNING, Eric; WADDINGTON, Ivan. 2003. Sport as a drug and drugs in sport: some exploratory comments. International Review for the Sociology of Sport 38(3):351-68.
      EDWARDS, Miles J.; TOLLE, Susan W. 1997. Disconnecting a ventilator at the request of a patient who knows he will then die: the doctor’s anguish. In: Gail E. Henderson; Nancy M.P. King; Ronald P. Strauss; Sue E. Estroff; Larry R. Churchill (eds.). The Social Medicine Reader. Durham: Duke University Press, pp.393-7.
      ETKIN, Nina L. 1988. Ethnopharmacology: biobehavioral approaches in the anthropological study of indigenous medicines. Annual Review of Anthropology 17:23-42.
      FOUCAULT, Michel. 1992. O nascimento da medicina social. In: Microfísica do poder. (trad. Roberto Machado) Rio de Janeiro: Graal, pp.79-98.
      FOUCAULT, Michel. 1992. A política da saúde no século XVIII. In: Microfísica do poder. (trad. Roberto Machado) Rio de Janeiro: Graal, pp.193-207.
      GEEST, Sjaak; WHITE, Susan R.; HARDON, Anita. 1996. The Anthropology of pharmaceuticals: a biographical approach. Annual Review of Anthropology 25:153-78.
      GONZALES, Rachel; GLIK, Deborah; DAVOUDI, Mehrnaz; ANG, Alfonso. 2004. Media literacy and public health: integrating theory, research, and practice for tobacco control. American Behavioral Scientist 48(2):189-201.
      HAHN, Robert A. 1983. Biomedical practice and anthropological theory: frameworks and directions. Annual Review of Anthropology 12:305-33.
      HAHN, Robert A. 1995.Sickness and healing: an anthropological perspective. New Haven: Yale University Press.
      HANSTAD, Dag V.; WADDINGTON, Ivan. 2009. Sport, health and drugs: a critical re-examination of some key issues and problems. Perspectives in Public Health 129(4):174-82.
      HEATHERTON, Todd F.; SARGENT, James D. 2009. Does watching smoking in movies promote teenage smoking? Current Directions in Psychological Science 18(2):63-7.
      HEDGECOE, Adam; MARTIN, Paul. 2003. The drugs don’t work: expectations and the shaping of pharmacogenetics. Social Studies of Science 33(3):327-64.
      INHORN, Marcia C.; BIRENBAUM-CARMELI, Daphna. 2008. Assisted reproductive technologies and cultural change. Annual Review of Anthropology37:177-96.
      JANES, Craig R.; CORBETT, Kitty K. 2009. Anthropology and global health. Annual Review of Anthropology 38:167-83.
      KAUFMAN, Sharon R. 2000. In the shadow of “death with dignity”: medicine and cultural quandaries of the vegetative state. American Anthropologist 102(1):69-83.
      LANGDON, Esther J.M. 1995. A morte e o corpo dos xamãs nas narrativas siona. Revista de Antropologia. 38(2):107-49.
      LEDER, Drew. 2004. Medicine and paradigms of embodiment. In: The Aberdeen Body Group (ed.). The body: critical concepts in Sociology. Vol.IV: Living and dying bodies. London: Routledge, pp.84-96. [1984]
      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1973. O feiticeiro e sua magia. In: Antropologia Estrutural. (trad. Chaim S. Katz e Eginardo Pires) Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.193-213. [1949]
      LÉVI-STRAUSS, Claude. 1973. A eficácia simbólica. In: Antropologia Estrutural. (trad. Chaim S. Katz e Eginardo Pires) Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.215-36. [1949]
      LIMA, Elizabeth M.F.A.; PELBART, Peter P. 2007. Arte, clínica e loucura: um território em mutação. História, Ciências, Saúde – Manguinhos 14(3):709-35.
      MEASHAM, Fiona. 2004. The decline of ecstasy, the rise of ‘binge’ drinking and the persistence of pleasure. Probation Journal 51(4):309-26.
      OLIFFE, John L.; BOTTORFF, Joan L.; JOHNSON, Joy L.; KELLY, Mary T.; LEBEAU, Karen. 2010. Fathers: locating smoking and masculinity in the postpartum. Qualitative Health Research 20(3):330-9.
      OPP, Karl-Dieter. 2002. When do norms emerge by human design and when by the unintended consequences of human action? The example of the no-smoking norm. Rationality and Society 14(2):131-58.
      OSTER, Candice; CHEEK, Julianne. 2008. Governing the contagious body: genital herpes, contagion and technologies of the self. Health 12(2):215-32.
      PELIZZOLI, Marcelo et al. Bioética como novo paradigma. Comunidade Virtual de Antropologia 37.
      PÉREZ-GIL, Laura. 2001. O sistema médico Yawanáwa e seus especialistas: cura, poder e iniciação xamânica. Cad. Saúde Pública 17(2):333-44.
      PERRIN, Michel. . The body of the Guajiro Shaman. In: Esther J.M. Langdon; Gehard Baer (eds.). Portals of power: shamanism in South America. Albuquerque: University of New Mexico Press, pp.103-25.
      QUEIROZ, Marcos de S.; CANESQUI, Ana M. 1986. Antropologia da medicina: uma revisão teórica. Revista de Saúde Pública 20(2).
      QUEIROZ, Marcos de S.; CANESQUI, Ana M. 1986. Contribuições da antropologia à medicina: uma revisão de estudos no Brasil. Revista de Saúde Pública 20(2).
      RABINOW, Paul. 1992. Artificiality and Enlightenment: from Sociobiology to Biosociality. In: Jonathan Crary; Sanford Kwinter (eds.). Incorporations. New York: Zone Books, pp.234-52.
      REYNA, Valerie; FARLEY, Frank. 2006. Risk and rationality in adolescent decision making: implications for theory, practice and public policy. Psychological Science in the Public Interest 7(1):1-44.
      RILEY, Sarah; MORE, Yvette; GRIFFIN, Christine. 2010. The ‘pleasure citizen’: analyzing partying as a form of social and political participation. Young 18(1):33-54.
      SAPARINA, Yelena. 1966. Cybernetics within us. (trad. Vladimir Talmy) Moscow: Peace Publishers.
      SILVERMAN, Eric K. 2004. Anthropology and circumcision. Annual Review of Anthropology 33:419-45.
      SOLOMON, Olga. 2010. Sense and the senses: Anthropology and the study of autism. Annual Review of Anthropology 39:241-59.
      SZASZ, Thomas; HOLLENDER, Marc H. 1997. The basic models of the doctor-patient relationship. In: Gail E. Henderson; Nancy M.P. King; Ronald P. Strauss; Sue E. Estroff; Larry R. Churchill (eds.). The Social Medicine Reader. Durham: Duke University Press, pp.278-86.
      TIMMERMANS, Stefan; LEITER, Valerie. 2000. The redemption of thalidomide: standardizing the risk of birth defects. Social Studies of Science 30(1):41-71.
      VARGAS, Eduardo V. 2006. Uso de drogas: a alter-ação como evento. Revista de Antropologia 49(2):581-623.
      VELDEN, Felipe F.V. 2005. Quando o sangue se torna mercadoria. ComCiência 64.
      VERHEYDEN, Suzanne L.; MAIDMENT, Rachel; CURRAN, H. Valerie. 2003. Quitting ecstasy: an investigation of why people stop taking the drug and their subsequent mental health. Journal of Psychopharmacology 17(4):371-8.
      VINCENT, Diane; LAFOREST, Marty; BERGERON, Annie. 2007. Lies, rebukes and social norms: on the unspeakable interactions with heath-care professionals. Discourse Studies 9(2):226-45.
      WORSLEY, Peter. 1982. Non-western medical systems. Annual Review of Anthropology 11:315-48.
      ZAJDOW, Grazyna. 2005. What are we scared of? The absence of Sociology in current debates about drug treatments and policies. Journal of Sociology 41(2):185-99.

    UNIDADE III – Corpo:

      ANTUNES, Arnaldo. 2006. O pulso. In: Como é que chama o nome disso: Antologia. São Paulo: Publifolha, pp.239. [1989]
      BRAY, Adam; SZYMANSKI, Marcin; MILLS, Robert. 2004. Noise induced hearing loss in dance music disc jockeys and an examination of sound levels in nightclubs. The Journal of Laryngology & Otology 118:123-8.
      BUTRYN, Ted M.; MASUCCI, Mathew A. 2009. Traversing the Matrix: cyborg athletes, technology, and the environment. Journal of Sports & Social Issues 33(3):285-307.
      CALLON, Michael; RABEHARISOA, Vololona. 1998. Articulating bodies: the case of muscular dystrophies. Centre for the Sociology of Innovation. Ecole de Mines de Paris.
      CARTWRIGHT, Lisa. 1997. The visible man: the male criminal subject as biomedical norm. In: Jennifer Terry; Melodie Calvert (eds.). Processed lives: gender and technology in everyday life. London: Routledge, pp.123-37.
      CASPER, Monica J. 1995. Fetal cyborgs and technomoms on the reproductive frontier: which way to the carnival? In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.183-202.
      CHAUÍ, Marilena. 1995. Espinosa: a alma ideia do corpo. In: Luiz C.U. Junqueira Filho (org.). Corpo-mente: uma fronteira móvel. São Paulo: Casa do Psicólogo, pp. 109-26.
      CLYNES, Manfred E.; KLINE, Nathan S. 1995. Cyborgs and space. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.29-33. [1960]
      CLYNES, Manfred E. 1995. Cyborg II: sentic space travel. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.35-42. [1970]
      CORBIN, Juliet M. 2003. The body in health and illness. Qualitative Health Research 13(2):256-67.
      COY, Maddy. 2009. This body which is not mine: the notion of the habit body, prostitution and (dis)embodiment. Feminist Theory 10(1):61-75.
      CSORDAS, Thomas J. (ed.). 1994. Embodiment and experience: the existential ground of culture and self. Cambridge: Cambridge University Press.
      DELEUZE, Gilles. 2002. Espinosa e nós. In: Espinosa: Filosofia prática. (trad. Daniel Lins e Fabien P. Lins) São Paulo: Escuta, pp.127-35. [1978]
      DIJCK, José van. 2001. Bodies without borders: the endoscopic gaze. International Journal of Cultural Studies 4(2):219-37.
      DUMIT, Joseph. 1995. Brain-mind machines and american technological dream marketing: towards an ethnography of cyborg envy. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.347-62.
      FERREIRA, Mariana K.L. 1998. Corpo e história do povo Yurok. Revista de Antropologia 41(2):53-105.
      GIL, José. 1980. Metamorfoses do corpo. (trad. Maria C. Meneses) Lisboa: A Regra do Jogo.
      GOODWIN, Dawn. 2008. Refashioning bodies, reshaping agency. Science, Technology & Human Values 33(3):345-63.
      GRAY, Chris H. 1995. An interview with Manfred Clynes. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.43-53.
      GRAY, Chris H. 2001. Promulgating cyborgs. In: Cyborg citizen: politics in the posthuman age. New York: Routledge, pp.67-127.
      HARAWAY, Donna. 1995. Cyborgs and symbionts: living together in the New World Order. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.xi-xx.
      HELMAN, Cecil G. 1994. Definições culturais de anatomia e fisiologia. In: Cultura, saúde e doença. (trad. Eliane Mussmich) Porto Alegre: Artes Médicas, pp.30-47.
      HOGLE, Linda F. 1995. Tales from the cryptic: technology meets organism in the living cadaver. In: Chris H. Gray (ed.). The cyborg handbook. New York: Routledge, pp.203-16.
      HOGLE, Linda F. 2005. Enhancement technologies and the body. Annual Review of Anthropology 34:695-716.
      INGOLD, Tim. 1990. An anthropologist looks at biology. In: Man 25(2):208-29.
      INGOLD, Tim. 2000. ‘People like us’: the concept of the anatomically modern human. In: The perception of the environment: essays on livelihood, dwelling and skill. London: Routledge, pp.373-91.
      JAROSZEWSKI, Antoni. 2000. The extent of hearing damage from exposures to music. Noise & Vibration Worldwide 2(1):14-25.
      LATOUR, Bruno. 2004. How to talk about the body? The normative dimension of Science Studies. Body & Society 10(2-3):205-30.
      LINGIS, Alphonso. 1994. The society of dismembered body parts. In: Constantin V. Boundas e Dorothea Olkowski (ed.). Gilles Deleuze and the Theater of Philosophy. New York: Routledge, pp.289-303.
      LOCK, Margaret. 1993. Cultivating the body: Anthropology and Epistemologies of bodily practice and knowledge. Annual Review of Anthropology 22:133-55.
      MAMO, Laura; FISHMAN, Jennifer R. 2001. Potency in all the right places: Viagra as a technology of the gendered body. Body & Society 7(4):13-35.
      MORUS, Iwan R. 2006. Bodily disciplines and disciplined bodies: instruments, skills and victorian electrotherapeutics. Social History of Medicine 19(2):241-59.
      ORLANDI, Luiz B.L. 2004. Corporeidades em minidesfile. Alegrar 1 .
      PIRANI, Bianca, M. 2005. Body rhythms, social rhythms in digital societies. Current Sociology 53(2):237-73.
      SINGER, Charles. 1996. Uma breve história da Anatomia e Fisiologia desde os gregos até Harvey. (trad. Marina R. Araujo) Campinas: Editora da Unicamp.
      SCHILDER, Paul. A imagem do corpo: as energias construtivas da psique. (trad. Rosanne Wertman) São Paulo: Martins Fontes.
      SHARP, Lesley A. 2001. Commodified kin: death, mourning, and competing claims on the bodies of organ donors in the United States. American Anthropologist 103(1):112-33.
      SHILLING, Chris. 1993. The body and social theory. London: Sage.
      TAYLOR, Anne C. 1996. The soul’s body and its states: an amazonian perspective on the nature of being human. Journal of the Royal Anthropological Institute 2:201-15. [1993]
      THOMAS DE LA PEÑA, Carolyn. 2001. Designing the electric body: sexuality, masculinity and the electric belt in America, 1880-1920. Journal of Design History 14(4):275-89.
      TURNER, Bryan S. 2006. Body. Theory, Culture & Society 23(2-3):223-36.
      VARGA, Ivan. 2005. The body – the new sacred? The body in hypermodernity. Current Sociology 53(2):209-35.
      VILAÇA, Aparecida. 1998. Fazendo corpos: reflexões sobre morte e canibalismo entre os Wari’ à luz do perspectivismo. Revista de Antropologia 41(1):9-67.
      VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo B. 1987. A fabricação do corpo na sociedade xinguana. In: João Pacheco de Oliveira Filho (org.). Sociedades indígenas e indigenismo no Brasil. Rio de Janeiro: Marco Zero, pp.31-41.
      WALBY, Catherine. 2004. Revenants: the Visible Human Project and the digital uncanny. In: The Aberdeen Body Group (ed.). The Body: critical concepts in Sociology. Vol.V: ‘Alternative’ Bodies. London: Routledge, pp.412-27. [1997]
      WILLIAMS, Simon J. 2006. Medical Sociology and the biological body: where are we now and where do we go from here? Health 10(1):5-30.

    Deixe uma resposta

    Faça o login usando um destes métodos para comentar:

    Logotipo do WordPress.com

    Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

    Imagem do Twitter

    Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

    Foto do Facebook

    Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

    Foto do Google+

    Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

    Conectando a %s